swami prabhupada - srimad bhagavatam - primeiro canto - capitulos 5-9 - ptbr

Author: leo9537

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  • 5/17/2018 Swami Prabhupada - Srimad Bhagavatam - Primeiro Canto - Capitulos 5-9 - Ptbr

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    TODAS AS GL6RIAS A SRI GURU E GAURANGA

    SRIMADBHAGAVATAMd e

    ~S~A-DVAIPAYANA VYASA

    siita uviicaiitmiiriimiis ca munayonirgranthii apy urukramekurvanty ahaitukim bhaktimittham-bhiaa- guno harib(p.121)

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    366 Sr imad-BhagavatamYogi(s)d est i no do. 3 11. 3 15devoto e 0melhor, 272mis uco , em I ra ns c. 304univcrso viajado por. 284-285

    I 0 deve ser devolvido naste Ivr ~ultima data carimbada! I: 3 A G O . 2 0 1 U I i! , !

    I -- --1 t- - -- j j--------

    z - 0 A G o _ z o j f - - - 1 [ - 1 1 - _ . ~ ~.) i -- i I---I' ] IIill, ~ __- _ 1 1 , IL., _:~----I- - - r I i" L " " , - ~ _----------j ~ I

    1 , \ _----1r]- - - = l ~ - - =- - - . ~ : I I Ii

    _ _ i l i ~ ~[I,--_'! 1 = - - = 1I, i i'I I i---------"1II -1-:----- - - - - - - : i II

    1-----

    Cod 187

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    362 Srtmad-Bhagavatam Iodice alfabetico 363

    Seres humunosbons. qua tro c lasses Lie .05comida para. 225 . 220 . 277-27Hcomo partes LiesIJgadas de Deus.

    J3conrrole das leis da natureza. 225conversao dos , em devotos LinSenhor ,59dever dos . ler a s l iteraturas ved ica- . .15espiritualiza

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    358 Sr imad- Bhagavatam Iodice alfabetico 359P~L\""JILlll~hhde Kr\n~jcorno ah\dJuh} i . _ ' tr :n"_:L';hk'1!.li . . 2 t N

    205. ~Jl)-~.2q...._"PIllU contuso. 2Muli lH i proce sso e tc rn . .. HI"como transcendcnraiv. c()le u Vr nda vana, 194. 211- 212inconcebrve is , lin. IX4. 14()-141.

    209.211-212l iberacao pelo conhecimeruo 219no Srimad-Bluigav.uam, 22U. 221

    PaLHhaeavutam t ra z , M. I 17-11 Xcomo nao exi st en te ncst a er a, 14. Ig,

    117-118rendi cao an Senhor par a, 33

    Pecadocomo guerra, 237cornendo por mater ia li stas , 239sacrificios absolvcrn '),238,239,240santos nomes do Senhor vcncem 0 202

    Personalidade de Deuscomo bern-aventuranca suprema, g,

    126como 0aspect mais elevado do Abso-luto,8

    Pintura , arte cia , 36Planetasdesfruie nos. 2X-24

    Planeta Terraprotcg ido pelo Scnhor , 230

    Poderdo devote puro , 275do Senhor Supr emo, 230do tempo. 260

    Poder misticocomo energ ia de Krsna. 185de Brahma , 250do Senhor Supremo, 23 Inos devot es do Senhor , 6, 6 .1

    Poetas, 12,52Politicoscomo "bonecos" ciaenergia rmterial.

    12noser vi ce ao Senhor , 52

    Posicao rnflexivel do medico, an~I, ,~,ada ,n

    Pradyurnna. Senhor . 60-bl

    Prcnut (){JPrlnl.':r:p~ rlll~H)"tY;pn.:t-:'Hld(l de ;JLilrdo Llint cmpi ,) C l U . f _ 2 . < . . i i .

    254Prof('~'ja. IYProh: ....oryualific;JlJ}~"" Ju, - : ' 7 7

    Prope nsao a ier , IS, 14Psrcolog ia , ern nos e no Senhor, 36 . 49 -

    lOGPuranasBhugavatam d istiruo dos . 21c r incudos pur Na rada. 20

    Purificacaoa tr a ves do sant o nome do Senhor, 202C0010 sofrimento, 267do desejo, 291dos devo tosde Krsna, 267, 289 ,291par ouvrr sobre 0Senhor , 43-44servico devocional ao Senhor como.

    56Pur usot tamu-vova, 55

    Rt'ligiaoJdin,ju. 17-1dltada por [Jc ux, 21 7!Ildknalis[d. (lHlh) uHH.h:n'-iJ;'L 21~~_,- ;a cr ih cio de anuua is Lf11 nome . . 23

    Rcndicuo ao Senho r Supremocomo pcrte icuo. : ! : : ! 1morte ultrapassudu pela. 179-18()- iHI

    Re n u n ci aat raves do varnasrama-dharmu , ~7h-

    279da vida Iamii iar . 227mat er ial i st as c onder iam. 23para 0 service devocional , 2mpelas entidades VIVas, 203pelos devotes puros, 227pelosGosvanlis, 203,227

    Responsabil idade das mae. ISIRi o, c ruzamcnto de urn, san,ao do

    Senhor para. 5 IRio. t luir do, devocao cornparada ao_-I f>Riquezuern sen' Ifao Senhor , S2

    QOuun ica no scrvrco ao Senhor , 36, 37 s

    R Sabioscor npa rados aos ci snex. I I -12evi tarn l ireraturas mundanas. 11-

    12Na rada como urn r ne runo scr v do.Raiz de uma arvore , Senhor cornparado

    iI,21Rasus t relac ionarnentos com Krsna r.

    303 -'8--+8Sacrificios ritualisticosrnater ial isrno perverte , 22

    Sad-dharma-prcchii, 68.~ak{i/(Jma., ,61Sumadhi ( tr anse )at raves cia lernbranca de Krsna,

    312atraves do service devoc i onal . 312def inicao , 271devoc ional YS 1111'>t ICO, .l04pefe icao do, 271-272

    Samsucitam, def inicao , 52Sanatuna Gosvarni. pedra 'de toque de,

    20_1-20-+Sank a rv ana , 60-61

    cm.o ~lrl1S de. 294com (_)Scnhor num pape l subordinado,267,270como absolu ro s , 296conjugalS,293no cavalheir i smo. 2 '! .' , 295,296n ,_) , p lanc t as cspiruuais. J 14-315sof nmen to como pur if ic acao nos, 167

    Refulgcncia de Brahmanimpe rsunal is ra s cacm de l a , 305

    Relaciunamentosat rave s da supe ra lma, 229ma te ri al , como il uso ri o, 267ma te r ial v s e sp ir i tual , 218

    Sanktrfl1flU. rn o vuncnr o do Senhor Cai -tanya JSSO(la~jo com 0 Se nhoratr avcs do, 58-54

    Silllkindiw. movrrncnto do Scnhor Car-tan, a para toda s as pessoas , 5H

    S,UI!l"l,\l1. or der n de Vida. cr iticada pcI ns rnare r ial is tas , 23

    Santas. pessoas , 11-12. j_ JSute l itc s , cr ia cao dos , analog i ada , 33Serrlldeusesadorac ao dos

    pante isrno surg ido da, 21V isnu ncccssario para, 5Sanimal sacri ficado aos , 22

    Senhor Krsnaamigos do, 211-212autor idades aceitas pelo, 191encar nacao do, como supremo , 194gopi, como i guais ao, 307

    Senhor Supremoacima das ent idades vivas , 174,217,

    314-315ac ir na dos modes da nat ureza , 10Jadoracao aopelo t rabalho , 55

    '"ixtcrna puncu({Jtrikd nC(t_'~;; ; ,ariopara. 61-6.1

    adoracao no templo ao , 7, g6adoradorcs do, ZOOalcancado atravcs do service devocio-

    nal , 50, 89alern dos tilosotos, 192-193.261amor conquisra 0,232arnor pelocomo met a do se rv ice devoc i ona l ,

    60ant ropornorfi srno nao apl icave l ao.

    309aparecimento ("nasclmento") dopar a at ra ir a s a lmas, 43

    apego ao , como urn e stagio de co rn-p rcensao de Deus, 55

    apego mater ia l vencido pelo , 227-228

    aspec to do, dados t re s , 52associacao comdevot e do Senhor como rneio para ,

    63pela gloruicacao. . 'i8, 99-100

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    354 Sr lmad-BhagavatamEntidades vivasl ib eraca o d as . como de se jo s do Senhor ,

    50liberadas pelos devotes do Senhor . 4 0rniserias par a. 29. 106. 112no s mundos mater ia l e es pi ri tu al , 50rel ac ao , do Senho r c om. 8rendicao ao Senhor necessa ria para. 33s in to rnas das , 228sofrimento das. 206-207

    Espiritomateria desenvolv ida pelo, 215qua lida de s do. 294. 296

    Espiritua lizacao do mundo , 39. 5 -3-54Esposa de uma famil ia obscura , ace itaruma.TJEsputin iques. 33Equan imidade, 10Estomago, Senhor como comparado ao,

    2 IE ti ca. i ns truc oe s d e, 14

    FFal so e go . 2 70Familiacomo gozo dos s en tido s, 2 28con trol e d as res tr ico es se xu ai s na . 2 76devotes puros renunciam a , 226-227

    Familia r, p lane ja rnen to natural e a rt if i-cial.40

    Faz end ei ro s no s ervi ce a o Senho r, 52Felicidaded as alma s c ondicion ad as, 206na consc ienc ia de Krsna , 213-214

    Felicidade dtmiiriima,base da real. 10. 101Bhiigavatam como f onte de, 19mat er ial como falsa, 28, 29, 106se rv ic e de vo cion al ao Senhor p ara. 2

    Fe rro e p edra-de -toque , an alog ia do. 5 3Filosofia especulativacondenada se fal ta devocao ao Senhor,

    8.9,16-17Filosofia. proposno da, 37Filosofos especulativoscomo classe de homens. 65

    Fildevo ca o a oSenhor el im in a. 47do Senhor como 0 todo cornp le to . 32ide ru if icacao materia l na, 45s of re dua lida de n a. 2 17. 2 1S

    llusaocomo corpo, 289como mundo , J 14como relacionamento material. 267c omo vida mater ial . 1 74

    Impersonal istanao podern en tcnder a mensagern do

    Senhor. 4 '1Indiade v er dos. 14. UO

    Insatisfa,ao.5lntel igencia. 54

    KKali-yugabondade quase nula na. 14China e I ndia como il ustracao de. 14c onve rs ao d a , p ara v ida cs pintua l. 25 ,

    5'1de g r adacao em. 15f al ra de conscienc ia de Deus na, 14l ibc rt ac ao da , 59mente pert ur bada na, 15nat ur eza de desavencas da, 14. 15sistema puncaratrika para. 62-63

    Karmae sc ra vida o pe lo. 2 39Krsna IApenas refcrencias espectficas)a cornp anhado pelos de votos , 2 5associacao com. em Seu nome. 5Sassociac ao com, via som. 61, 62. 63a tr ac ao d e, 3 2. 1 24-125como base das cxpansoe s quadrup las.

    60como base do universe. 32como loruc do unlverso,12".'nlnO pcssoal c unpe s -.oa l. ,~

    355Krsna !A p e n as r e t e re nc ra s especrticus icorno prupr ictar io de tudo , 57-58conhecerv ia sorn transcendental , 61-63

    e xpansoe s deq uadru plas , 60-61

    nome de. identico a Ele. 58render-se a. 13rep re se nt ac ao s onora de , 61 . 62 . 63

    Karmadepende do servrco ao Senhor . 5 6

    Kur mu-vog a, 55

    LLeis da naturezadesafio materialista a s . 222s eres humano s sobre as , 225

    Leis do Senhor Supremocomo ab so lu te s. 1 74ob ed ie nc ia da s , ne ce ss ar ia . 225

    Lei te , u so t er ap eu ti co do, an alog ia do,53

    Liberacao, a t rav es do conh ec imento dos p as -

    saternpos de Krsna, 204-205,298a traves do servico devoc iona l, 217a traves da v isao de Krsna , 199 ,218 ,

    304,305.306a traves do som transcenden ta l. 174d a a lma, 2 29da rnorte. 179-181 . 199 .200das a lmas condicionadas , 305das a tividades fru it ivas , 271do ap ego mater ia l. 174do na sc imento e da mor te , 199para 0devoto, 305-306qua lificacoes para. 282Senhor outorga , 303

    Liberacao do mundo materia lcomo meta dos int el ig erue s, 2 8, 29no s ervi ce d evocion al a oSenhor , 1 9.

    47, 88. 110oportun idade hurnana para. 22perteicao do s s en tido s na . 1 9por ouv ir sobre 0Senhor. 44xcrv ico devoc iona l ao Senhor como es

    lando aeima . 10.49

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    35 0 Srjmad-Bbagavatam Iodice alfabetico 351Auvidadesabsolutas vs mundanas.296servico devoc iona l trans forrna as. 229

    Atividades t ru it iv as ,I iberdade das . 271

    Aromoo Senhor de nt ro do. 255

    Auto-rcalizacaocomo confusa na l it er a tu ra v e di ca , 20.

    23como essencial para a fel ic idade. 2como me ta d a v id a. 279como missao humana, 200em ser vice devocional ao Senhor. 9-

    21,102.131.132impedida por avanco materia l. 201 ,

    202.203-205progresso a parti r da, para servir ao

    Senhor , 1 0vs. vida animal. 276-277

    BBarco perturbado pelo venro, analogia

    do.21Bern-aventuranca. transcendentalcomeco e progresso da, 10Krsna como a mai or, 8. 38. 124. 126

    Bhagavad-gitacomo a livio para as a lrnas condiciona-

    das. 18. 112como cura para 0materia lismo. 19como ess en ci a do Mahiibbdrata, 23Krsn a aprese nt ado pe lo , 5. 5 8liberacao. meio de. 18necessidade de aceitar, 58-59

    Bhakti- veddntasa sso ci aca o c om. 42vi sao e a ti vida des do s, 40Bondade, modo da. 2 45

    Brahma-bhiaaprogress o a p ar ti r de , a te 0 service devo-

    cional, 10Brahmajyoticomo meta do yogi. 314-3 15como meta i rn pe rso nal ist a. 3 I I . 315como objet iv o moni st a. 2 05como Senho r. 311definicao , 186.315

    Brahmanbcm-uvcnruranca no. Xcomo a Personalidade d e Deus. 25 .

    26.40.52.115. I !6. 156.204vedanta d el inei a, 4

    B rahman. co rnpreen sao dobe rn -av enturanc a na , 8 . 1 24servi ce d evoc ion al a oSenho r. 49 .

    110.130Brdhmana (intelectuais)adoracao a Krsn a, 178qua lificacoes para. 227 .276Senhor protege os , 58. 230.231

    Briihmanasde votos do Senhor n asc id os para. 31

    BuddhaVedas rejeitado por. 22-23 . 24.27 .185-186

    Canto dol sI sunto: s) nome: s! du Scnhorrevive O~ ~cn(IJ() ...trJ.f1scenJt'nta!rncll{c

    61-62Senhor compreend ldo a travcs do, 35.

    61Canto. glor it lca, ao do Scnho r pclo , 5 9,97

    Casamentode ve r da rnulher no, J20-321

    Ch ina a tac a indi a. 13Chuvas, es tac ao das . 38Cienctano s ervi ce ao Senho r. 36. 17 . 52 . ' iXCienli,tascomo "rnanonetes" da energ ia i luso-

    r ia. 12Cientistas. materiaiso Senhor nao pode ser conhecido pe

    l os. 1 91Cisnes. metafora das pessoas sanras

    como. 12Coalhada numa dieta. analogia da. 53.

    169Comidapara seres humanos . 278Compreensao de Deuscomo perfeicao do conhec imcnto , 36-

    37desenvolv imento da , 55literalura vedica como base da . 3X.

    I16-1 17. 150-IS Imestre espiritual para. 3X . 151para rna te riahstu. 24, 25ne ce ssidad e da. 14processo para. resumo da, 55renuncia pcla. 24sorn como me i o p ara. 6 1. 112 .6 3. 90

    Concep .121

    cCaitanya Mahaprabhua divindade de Krsna aceita par, 191como miser ico rdi a d e Krs na , 218como pregador , 3. 4. 5. 7.10.11-13.

    17. 30. 125ingenuidad e em . como prega dor , 2 5na sucessao discipular, 246s ac ri fi cio de Kal i-yug a c omec ado por ,

    240seguido pelos Gosvdmi s, 2 27

    Cai tanya Mahaprabhu como quotado aucitado

    s ob re conv er sao d e homens em devo -tos , 58-59

    Cantando os santos nornes do Senhorcomo forca pu ri fi cator ia, 202na morte , 271, 272pelos rnarerialistas , 202-203valor de. 203

    Canto do l s) s an to( s) n ome(s) do Senho rel eva cao a tr av es , 63idenrico ao Senhor, 61. 62-63. 99-

    100l inh a d isc ipu lar n ec ess ar ia para. 6 2.

    63mes tre esp ir itua l o rien ta . 62.63met oda pr oprio para. 62. 63recornendado pelo Pahcaratra, 62

    ('{mhCL' j mcntonplfltuJI. renuncru para. 24m al u xa do pe l o s mu t e nuh s ra . 1 1 ' )m ar er ia t. c o mo i gn o ra nc ia . 3 7. I . + flmel" do. Krsna como

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    346tutu asadvu turastatah praduskrtam I,'jahtataste krsna-hrdavuntathah rtam pasuvat pnsa-tat kulam pradahatv asutatha paramahamsanamtathapi socasv atmdnamtathiipvekanta-bhuktesutathavam cavauiras tetat-krtam mati-vaisamvamtaro nvatha kincana yadtato vinasanam pragiidtato yudhisthiro gatviitatra bruhmarsavah sarvetatra dundubhavo nedurtatrdhamarsito bhimastatranvaham krsnu-kathdhtatrasinam kuru-patimte mayv apetdkhila-ciipaletejasii maninii hinamte ninivodakam sanetirvan-nisisu vadahsutri-bhuvuna-kamanam lama/a-tustuvur munavo hrsriihtvam ddvah purusah siik"iidtvam apy adabhra-srutatvam atmaruitmdnam avehvtvam eko dahvamiiniinamt vam parm!ann arka i va t ri -tvat-padair ankiui bhiititvayi me nanya-visayatyajan kalevaram yogityaktva sva-dharmam

    uucchista-lepan anumoditoupadharya vaeas tasvdupalebhe "bhulhuvantlmurukramasvakhila-bandha-UI.{1C(1 casahantv ll_\,\,(J

    Sr irnad-Bhagavatam

    5.25H . I I8.85.137.43

    7137 2 I'J.4774274 8

    IUO')49.227.259.215.149.19.489.59.457.515.26iU5.247568.28.309.339.477.235.405.217.225.78.39g429.235.17

    14 711011815016 2

    v'UlrLg_\d rl;_~'()lhldhlhh\umvaisnuvan. It'ju asddvuvul.t rumruru v a b ha va-bhuv u-~llnudri -nculv-udan ~tlllll)vupunum dravmadan.nn

    1'12 vapur aluka-kulavrtavartamano vaYl1sy advvurtumuno \.QV1SV advevasisthu indr apr amadusvctthedam dronu-putrasva

    26 914 026 819

    24 131924 4315

    vicaksano .svarhati veduumvidhutse s,'ena virwllllvijava-ratha-kutumbu utta-viksamdno pi ndpasvamvirnoci uiham ell sahatmajd

    1654'1723916 9

    vimucva rusuna-baddhcmvipodah. santu r a f l sasvatvisan mahiigneh purusada-visuddhuvd dharanavii haui-vrjinam narhati priipwm

    17 210 929 231 H137

    vrkodardviddhu-vvasadvair isvarrhajnaihvvasanam viksva tal tesamvvavahita-prtand-mukhum

    b4,41366

    yvud atra krivate karmavadisvare bhaguvauvadoh privasviinvavavevud-vukvato dharma ititaranvada mrdhe kaurava-2322 7

    27 125 vudasarunam dtmunamvad vij ijnasaya vukui

    vudvapi astram brahma-siras.I'll idam m

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    342atmanv dtmanam (jve.\\'uatmaramas ell munavoatrruirdmava siintdvaautkaruhvasru-kaiaksasvaavicvuto 'rthah kavibhiravipakva-kasayanamdvrtya rodasi kham ca

    Bbabandhamarsa-uimraksnhbala-dvija-suhrn-mitra-bhagavan api viprarsebhagavan devaki-putrobhagavati rat ir astu mebhukti-yoga-vidhdndrthumbhakti-yogena manasibhakur utpadyate pumsahbhaktydvesva mana yasminbhdrdvatdranayiinyebhartuh privam draunir i ti smabhartus ea vipriyam virabhava-sindhu-plavo drstobhuvatdnudua-prdyumbhavato "darsanam varhibhnvato darsanam vat svddbhave .smin klisyamdnanambhiksubhir vipravasitebhiksubhir vipravasitebhuta-hutydm tathaivaikambhutesu kiiiasva gatimbhuyah papraccha tambrahma-bandhur na hantavvabrahma-nadyiim sarasvatviimbruhma-tejo-vinirmuktairbrhadasvo bharadviijahccakdra rdjyam dharmenacakruh krpiim yadvapi ~ulm-citra -dhdtu- vicitrddrincitra-svanaih patra-rathuir.

    Srfrnad-Bhagavatam9431127. If) I:: I8.27 2026.16 79522 35621 857.30 144

    7.33 1478.49 2369.3 242750 16 49.39 303820 19 27.4 1097.7 1169.23 27 18.34 2157.14 1287.39 153634 1005.8 7

    8.25 199R35 2166.2 686.5 70852 2398.4 1736.1 677.53 16672 1088.17 1879.6 245

    9.49 3205.24 3'l6. (1 756. J1 75

    odahvamanah pruj

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    33 8 Sr imad-Bhagavatarn

    Os exemplos seguintes mostram a manei ra como se eS(TeV'Cmas vogais quando acurnpanhadas de cunsoantes:

    r-; ~Tka ~ T ka T~ ki kj ~ ku !u. . _ , ~ t f i T ~~ kr f kf ~ ke C fi kai ko ~ T kau

    As vezes duas consoantes se combinam e se escrevern de umaforma comple tamente diferente , como por exemplo:a r ksa ~ tra

    As vogais acima devern ser pronunc iadas como se segue :a-como 0 a em casa.a-como 0a em carna. *i-como 0 i em ad ida au abrigo.i=comc 0iem aqui. * 'u-como 0u ern acudir.u=corno a u em uva. *r-corno 0 r do falar caipira em carta.f--como 0 r do falar caipira em carta.[-corno 0Im papel (do Espanhol i.e=corno 0e em pena.ar-corno o ai em pai.o-como 00 em gorna.au-como 0 au em causa.rn (anusvara)-como a nasalizacao em bern.I: l (visarga)-(aspira

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    334 Srimad-Bhagavatam Glossario 335o processo de adoracao as Deidadcs para os dcvotos na eraatual.Pandlta-c-acadernico .

    Paramaharhsa-o estagio mais elevado da ordem sannvdsa; 0devoto rnais elevado do Senhor.Parampara-s-a corrente de mestres espirituais em sucessaodiscipular.Pra~ayama-controle do processo respiratorio executado emastanga-yoga.

    Prasada-s-comida espiritualizada por ter sido oferecida aoSenhor.Pravrtti-marga-c-o caminho do gozo dos sentidos de acordocom as regulacoes vedicas.Pura.,as-historias vedicas do universo em relacao com 0Senhor Supremo e Seus devotos.Purusas-s-as expansoes de Visnu como criadores do universo.

    Svargaloka-os planetas celest ia is.TTapasya-austeridade; aceitar deterrninadas inconvenienciasvoluntarias para urn proposito mais elevado.

    Tilaka-marcas auspiciosas de barro que santif icam 0corpo deurn devoto como urn templo do Senhor.Tulasi-uma arvorc sagrada para os adoradores do SenhorVisnu.

    R

    VVaikuntha-e-o mundo espiritual.Vai~~ava-ut. l devoto do Senhor Visnu, Krsna.Vaisyas-e-fazendeiros e mercadores, a terceira ordem socialvedica.Vanaprastha-e-aquele que se retira da vida familiar; a terceiraordem vedica de vida espiritual.Varna-c-as quatro divisoes ocupacionais da sociedade: a classeintelectual, a classe adrninistrativa, a classe mercantil e aclasse trabalhadora.Varnasrama-s-o sistema social vedico de quatro ordens sociaise espirituais.Vedas-as escrituras reveladas originais, faladas prirneirarnentepelo proprio Senhor.Visnu, Senhor-A primeira expansao de Krsna para a criacao. . e rnanutencao dos universos materiais.

    Visnu-tattva-as expansoes primarias da original Personali-. . dade de Deus, cada uma das quais e igualmente Deus.Vrndavana-e-a morada pessoal de Krsna, onde Ele rnanifesta. plenamente Sua qualidade de docura.Vyasadeva-e-encarnacao de Krsna, no fim da Dvapara-yuga,para compilar os Vedas.

    ~~is-sabios.SSac-cid-ananda-vigraba-a forma transcendental do Senhor,, que e eterna, plena de conhecimento e bern-aventuranca.Salagrama-sila-a Deidade de pedra do Senhor , adorada pelosbrdhmanas vedicos.

    Sampradaya-uma sucessao discipular de mestres espirituais.Sailkirtana-o cantar publico dos nomes de Deus, 0 processode yoga aprovado para esta era.Sannyasa-c-vida renunciada; a quarta ordem de vida espir itualvedica.Sastras-escri turas reveladas.Smfti-explicar;6es suplementares dos Vedas.~oma-rasa-um elixir celestial disponivel na lua.Sravanam kirtanam visnoh-s-o processo devocional de ouvire cantar sobre 0 Senhor Visnu.Sruti-as literaturas vedicas originais; os quatro Vedas e osUpanisads .Sndra=-um trabalhador: a quarta das ordens sociais vedicas.Svami-aquele que controla sua mente e seus sentidos: titulo dealguern na ordem de vida renunciada.

    yYajiia-sacrificio; trabalho feito para a satisfacao do SenhorVisnu.Yogi-transcendentalista que, de alguma forma, esta se esfor-cando pela uniao com 0 Supremo.Yuga-avataras-s-as encarnacoes do Senhor que aparecem cada

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    Glossario

    AAcarya-mestre expiritual que ens ina pelo exernplo.Anna-prasana-a cerirnonia em que se oferece a crianca seuprimeiro alimento solido, um dos dez samskdras puri-ficatorios.Arati-uma cerimonia para agradar 0 Senhor com oferendas dealimentos, lamparinas, abanos, flores e incenses.Arcana-e-o processo devocional de adoracao as Deidades.Asana-uma postura sentada ern yoga.Asrama-as quatro ordens espiri tuais de vida: estudante cel iba-tario , chefe de familia. vida retirada e vida renunciada.Asuras-dem6nios ateus.Avatara-e-manifestacao do Senhor Supremo que desee a estemundo.

    BBhagavad-gtta-e-as orientacoes basicas para a vida espir itual ,faladas pelo proprio Senhor.Bhagavata-s-qualquer coisa relacionada a Bhagavan. 0SenhorSupremo, especialmente 0 devoto do Senhor e a escrituraSrimad-Bhdgavatam.Bhagavata-dharma-s-a ciencia do service devocional.Bhakta-devoto.Bhakti-vedantas-transcendentalistas avancados que aplica-ram na pratica a conclusao dos Vedas, atraves do servicedevocional.Bhakti-yoga-c-ligacao com 0 Senhor Supremo atraves do ser-vico devocional.Brahmacarya-vida de estudante celibatario: a primeira ordemde vida espiritual vedica.Brahman-a Verdade Absoluta. especiaJmente 0 aspecto im-pessoaJ do Absoluto.Brahmana-e-erudito nos Vedas que pode guiar a sociedade: aprimeira ordem social vedica.

    3JJ

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    326 Sr irnad- Bhagavatam o autor 327Apos publicar tres volumes 00 Bhciguvatam, Sr ila Prabhupada

    lUI para os E..,t aJos Unidos em i 9hS, a ilm de cumnnr ,I IllhS,-IO deSt 'U rnestre espirirual Desde esxa epoca. Sua Di\,l~a Graca escre-veu mais xcssenta volumes de traducocs , corncntarios e estudo-,sumarios autorizados sobre os classicus filosoficos c rcliaiosos daIndia. ~Quando em 1965 chegou pela primeira vez a cidade de NovaYork num navio de carga. Srlla Prabhupada nao tinha prati-

    carnente urn tostao. Foi SlJ depois de quase um ano de rnuitadificuldade que ele fundou a Sociedade Internacional para aConsciencia de Krishna em julho de 1966. Antes de seu desapare-cimento no dia 14 de novembro de 1977. ele orientou a sociedadee viu-a desenvolver-se nurna contederacao mundial com mais decem asramas, escolas, t emplos, institutos e comunidades rurais.Em 1968, Srila Prabhupada criou Nova Vrndavana. urna

    comunidade vedica experimental nas colinas da Virginia Ociden-tal. Inspira~os pelo exito de Nova Vrndavana, agora uma pros-pera comumdade rural com mais de 168 alqueires, seus discipulosdesde entao t ern fundado dive rsas comunidades similares em todoo mundo.Em 1972. Sua Divina Graca introduziu 0 sistema vedico de

    educacao prirnaria e secundaria no Ocidente ao fundar a prirneirae~cola Gurukula nos Estados Unidos. Desde entao, soh sua super-VlSaO seus discipulos tern estabelecido escolas para criancas emtodo 0 mundo. Ate agora, existern dez escolas Gurukula nomundo inteiro. ~om 0 principal centro educacional estabelecidoem Vrndavana. India, Sr ila Prabhupada tambern inspirou a cons-trucao de varios centros culturais internacionais na india. 0cent ro. em Sridhama Mayapura na Benga la Ocidcntal e a area pa rauma cidade espiritual planejada , urn projeto ambicioso cuja cons-~ru

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    322 Srfmad-Bhagavatam [Canto I, Cap. 'Ipessirnamente associadas. Elas proprias nao conhccern a metamaxima de perfeicao da vida. Portanto. os votos dados por cla,na verdade nao tern nenhum valor, e assim as pessoas eleitas portais votos irresponsaveis nao podem ser reprcscntantes responsaveis como Maharaja YudhisthiraNeste ponto encerram-se os Significados Bhaktivedanta doPrimeiro Canto. Capitulo Nona. do Srimad-Bhagavatam, intitu-

    {ado "A morte deBhismadeva napresenca doSenhor KrS~Ul."

    Apendices

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    318 Srjmad-Bhagavatam [Canto I, Cap. 9 Verso 48] A morte de Bhismadeva 319seu corpo material, ao inves de sofrcr a agonia dos sotrimcntosimerecidos dos Pandavas. Elc estava sirnplcsmcntc esperandopelo mornento oportuno , porque estava seguro e cerro de que osfilhos de Pandu sairiarn vitoriosos da Batalha de Kuruksctra ,pois Sua Onipotencia Sri Krsna era 0 protetor deles. Como umdevoto do Senhor. ele sabia que os devotos do Senhor nao po-dem ser aniquilados em tempo algum. Maharaja Yudhisthira es-lava cornpletamente ciente de todas essas boas qualidades deBhisrnadeva, por isso ele devia estar sentindo a grande sepa-racao. Ele estava pesaroso pela separacao desta grande alma, enolo pelo corpo material que Bhismadeva abandonara. 0 cerirno-nial funebre era urn dever necessario, embora Bhismadeva fosseuma alma liberada. Uma vez que Bhisrnadeva nao tinha suces-sor, 0 neto mais velho. ou seja, Maharaja Yudhisthira , era a pes-soa indicada para executar essa cerimonia. Foi uma grandedadiva para Bhismadeva que urn igualmente grande filho da fa-milia levasse a cabo os ultimos rituais para tao grande homem.

    confidenciais. Entao todos voltaram a seus respectivos ere-rniterios, mantendo sernpre 0 Senhor Krsna dentro de seuscoracoes.

    VERSO 47

    SIGNIFICADOOs devotos do Senhor estao sempre no coracao do Senhor, eo

    Senhor esta sempre nos coracoes dos devotos. Esta e a doce rela-cao entre 0 Senhor e Seus devotos. Devido ao amor e a devocaoimaculados pelo Senhor, os devotos sempre 0 veern dentro desi: e 0 Senhor, tambern. embora nao tenha nada a fazer e nada aque aspirar , tarnbern esta sempre ocupado em zelar pelo bern-estar de Seus devotos. Para os seres vivos comuns a lei da natu-reza vigora em todas acoes e reacoes, mas Ele esta sempreansioso por colocar Seus devotos no caminho COITeta. Os devo-tos, portanto , estao sob 0 cui dado direto do Senhor. E 0 Senhortambern Se submete voluntariamente apenas aos cuidados deSeus devotos. Desse modo todos os sabios, encabecados porVyasadeva, eram devotos do Senhor. e portanto eles cantaramos hinos vedicos apos 0 cerimonial funebre simplesmente parasatisfazer 0Senhor, que estava presente ali pessoalmente. Todosos hinos vedicos sao cant ados para satisfazer 0 Senhor Krsna.Isso se confinna no Bhagavad-gita (15.15). Todos os Vedas.Upanisads, Vedanta. etc . buscam apenas a Ele, e todos os hi-nos sao apenas para glorifica-lt). Os sabios, portanto, executa-ram atos exatamente adequados para este firn e partiram felizespara seus respectivos ererniterios.

    tustuvur munayo hrstai:krsnam tad-guhya-namabhihtatas te krsna-hrdayiihsvasramdn prayayun punah VERSO 48

    tU!f!uvuJ;-satisfizeram; munayah=os grandes sabios , encabe-cados por Vyasadeva, etc.; hr!f!iiJ;-todos alegres; krsnam=soSenhor Krsna, a Personalidade de Deus; tal-Seu; guh.va-confi-dencial; ndmabhih=txn Seu santo nome. etc.: tata~l-Iogo apos:re--eles: krrIJa-hrdayiiJ;-pessoas que sempre rnantern 0 SenhorKrsna em seus coracoes: sva-iisraman=e seus respectivos ererni-terios; prayayuJ;-retornaram; punaJ;-novamente.

    -... r-; r" ... ""(fffi ~grr iFefl ~on ~I.:tl~~q_ If~ I ~: pn 'n ~ .n ff = q( fq 'fu t;: i)q _I I\? (; IItato yudhisthiro gatvdsaha-krsno gajahvayampitaram sdntvayam iisagiindhiirim ca tapasvinimTRADU

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    314 Srfmad-Bhagavatam [Canto I.Cap. 9TRADU

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    310 Sr tmad-Bhegavatam [Canto I.Cap. 9quando Elc esta pcssoalmcnte prcscnte. Arnbas as ideias saoconcepcoes erroneas. A ideia do antropornorfisrno nao e aplica.vel ao caso do Senhor Krsna.

    VERSO 42

    1" 1 fq+t+t~+t~ ~+rn t i~ ~~ f m e l" 1 +t I~ + ti if .t ql" 1 r; nl {_ I~ ~ . ~ t f i$ ; f le i ~ q : ;~f~sf~ ~~~: II~~IItam imam aham ajam sarira-bhdjam

    hrdi hrdi dhisthitam atma-kalpitdndmpratidrsam iva naikadhiirkam ekamsamiidhi-gato 'smi vidhiita-bheda-mohuh

    tam-esta Personalidade de Deus; imam-agora prescnte diantcde mim; aham-eu; ajam-o nao-nascido: sarira-bhiijdm=iuialma condicionada; hrdi=tv coracao; hrdi=no coracao; dhi-~rhitam-situado; iitma- Supcralma; kalpiuinam=aos especula-dores; pratidrsam-ein todas as direcoes; iva-como; na ekadhii=nao uno; arkam-o sol; ekam-somente urn: samddhi-gatan asmi=tenho me submetido ao extase da meditacao; vidhuta-estencc.l ivre de; bheda-mohah=conceoceo falsa de dualidade.

    TRADU

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    30 6 Srunad-Bhagavatam [Canto 1, Cap. 9 Verso 41] A morte de Bhismadeva 30 7

    VERSO 40

    dancando com Ele em nivel de igualdade, abracando-O com arnornupcial . sorrindo-Lhe jocosamente. e olhando para Ele com umaatitude amorosa. A relacao do Senhor com Arjuna e indubitavel-mente louvavel para devotos como Bhismadeva, mas a relacaodas gopis com 0 Senhor e ainda mais louvavel por causa de seuservice amoroso ainda mais purificado. Pela graca do Senhor,Arjuna teve a fortuna de ter 0 service fratemo do Senhor comourn quadrigario, mas 0 Senhor nao dotou Arjuna de igual poder.As gopis, contudo, praticamente tornaram-se unas com 0Senhorpor alcancarern pe de igualdade com 0 Senhor. A aspiracao deBhisma de lembrar-se das gopis e uma oracao para ter tambern amisericordia delas no ultimo estagio de sua vida. 0Senhor ficamais satisfeito quando Seus devotos puros sao glorificados, epor isso Bhismadeva nao glorificou apenas os atos de Arjuna,seu objeto imediato de atracao, como tarnbern se lembrou dasgopis, que foram dotadas de oportunidades sem par ao prestaremservice amoroso ao Senhor. A igualdade das gopis com 0Senhornunc a deve ser mal interpretada como sendo semelhante a libe-racao sdyujya do impersonalista. A igualdade das gopls com 0Senhor e aquela do extase perfeito em que a concepcao diferen-cial e completamente erradicada, pois os interesses do amante edo amado tornam-se identicos.

    com os Pandavas; Ele tarnbern foi misericordioso com os outrosgrupos porque todos eles alcancararn 0mesmo resultado. Bhismadeva tarnbern queria a mesma fac ilidade , e esta foi sua prece aoSenhor, embora sua posicao como associado do Senhor estejaassegurada em qualquer circunstancia. A conclusao e que qual-quer pessoa que morra olhando a Personalidade de Deus, intemaou extemamente, alcanca seu svarupa, que e a perfeicao ma-xima da vida.

    ('Sreij~rfffl~~-! fo r.T f~ U I' f.R q dl~ I9 11 :

    tij+4ftiijkq \3 r iI < : J . .qt:W l if d + t lF { f ~ ~ ~ ~ltq"l'

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    302 Sr imad-Bhagavatam [Canto I, Cap. 9~qfmmR ~.w i

    ~ ~ ~ ~ iTfu~:II~cllsita-visikha-hato visirna-damsahksataja-paripluta dtatayino meprasabham abhisasdra mad-vadharthamsa bhavatu me bhagaviin gatir mukundah

    sita-agudas; visikha-tlechas; hataJ:!-ferido pelas; vistrna-damsal:z-escudo destrocado; k~ataja-pelos ferirnentos; pariplu-tal:z-manchado de sangue; atatayinah=o grande agressor; me-minhas; prasabham-irado; abhisasara=pbs-Se: ao meu encalco;mat-vadha-artham-com 0 proposito de matar-me; saJ:!-Ele;bhavatu-tome-Se; me-meu; bhagaviin-a Personalidade deDeus; gatil:z-destino; mukundah=oue concede a salvacao.TRADUC;AoOxala Ele, 0Senbor Sri Krsna, a Personalidade deDeus,

    que concede a salvacao, seja meu destino final! No campode batalba Ele me atacou, como seestivesseirado por causados ferimentos causados por minbas agudas flecbas. Seu es-cudo estava destroeado e Seu corpo estava mancbado desangue devido aos ferimentos.SIGNIFICADOo relacionamento do Senhor Krsna com Bhisrnadeva noCampo de Batalha de Kuruksetra e interessante porque as ativi-dades do Senhor Sri Krsna pareciam ser parciais para comArjuna e de inimizade com Bhisrnadeva; mas de fato tudo issotinha apenas 0 objetivo de mostrar favor especial a Bhismadeva,

    urn grande devoto do Senhor. 0 aspecto surpreendente desterelacionamento e que 0 devoto pode satisfazer 0 Senhor repre-sentando 0 papel de inimigo. 0 Senhor, sendo absoluto, podeaceitar service de Seu devoto puro mesmo que ele 0 faca em ati-tude de urn inirnigo. 0 Senhor Supremo nao pode ter nenhuminimigo, tampouco pode urn assim charnado inimigo fazer-Lhemal, porque Ele e ajita, ou inconquistavel. Mas ainda assim Elesente prazer quando Seu devoto puro bate-se com Ele como urn

    rVerso 39] A morte de Bhismadeva 303inirnigo au 0 repreende de uma posicao superior, embora nin-guem possa ser superior ao Senhor. Es.ses sao alguns dos trans-cendentais relacionamentos reciprocanvos entre 0 devoto e 0Senhor. E aqueles que nao tern informacao do servicodevocio-nal puro nao podem penetrar no misterio de tais relacionamen-tos. Bhismadeva representava 0 papel de urn valente guerreiro , epropositalmente trespassou 0 corpo do Senhor de mo~o que paraos olhos comuns parecesse que 0Senhor estava fendo; mas defato tudo isso era para confundir os nao-devotos. 0 corpo com-pletamente espiritual nao pode ser ferido, e urn devoto nao podetornar-se inimigo do Senhor. Se fosse assirn , Bhismadeva naoteria desejado ter 0 mesmo Senhor como 0 destino final de suavida. Se Bhisrnadeva fosse urn inimigo do Senhor, 0 SenhorKrsna poderia te-lo matado sem sequer Se mexer. Nao havia ne-cessidade de aparecer diante de Bhisrnadeva com sangue e feri-mentos. Mas Ele 0 fez porque 0 devoto guerreiro queria ver abeleza transcendental do Senhor decorada com ferimentos pro-vocados por ele, devoto puro. Essa e a maneira de intercambiarrasa transcendental, ou as relacoes entre 0 Senhor e 0 servo.Atraves de tais relacionamentos tanto 0 Senhor quanta 0 devototornam-se glorificados em suas respectivas posicoes. 0 Senhorestava tao irado que Arjuna 0conteve quando Ele Se precipitavapara Bhismadeva, mas, apesar da obstrucao de Arjuna, El~avancou em direcao de Bhismadeva assim como 0 amante valrumo a sua amante, sem se importar com os obstaculos. Aparen-temente Sua determinacao era de rna tar Bhismadeva, mas defato era de satisfaze-lo como urn grande devoto do Senhor. 0Senhor e sem duvida 0 libertador de todas as almas condiciona-das. Os impersonalistas desejam dEle a salvacao, e Ele sempreos recompensa de acordo com suas aspiracoes, mas aqui Bhisma-deva aspira aver 0 Senhor em Seu aspecto pessoal. Todos osdevotos puros aspiram a isso.

    VERSO 39PH't{~~~~",~~f;r

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    29 8 Sr imad-Bhagavatam [Canto 1, Cap. 9 Verso 36] A morte de Bhismadeva 29 9Portanto , que Ele tenha dirninuido a duracao de vida dos inirni-gos de Arjuna nao significa que Ele foi parcial para 0 lado deArjuna. De faro, Ele foi misericordioso com 0grupo oposto por-que eles nao teriam alcancado a salvacao morrendo no lar notranscurso ordinario da vida. Aqui havia uma oportunidade dever 0Senhor no mornento da morte e desse modo alcancar a sal-vacao da vida material. Portanto, 0 Senhor e completamenteborn, e qualquer coisa que faca e para 0bern de todos. Aparente-mente aquilo foi para a vitoria de Arjuna, Seu amigo intimo,mas de fato foi para 0bem dos inimigos de Arjuna. Assim sao asat ividades transcendentais do Senhor, e qualquer pessoa que en-tenda isso obtern a salvacao apos deixar este corpo material. 0Senhor nao erra em nenhuma circunstancia, porque Ele e abso-luto, completamente born em todos os momentos.

    dele no campo de batalha, 0 Senhor erradicou sua ignoran-cia transmitindo-Ihe conhecimento transcendental. OxalaSeus pes de lotus continuem sendo 0 objeto de minhaatra~ao!

    VERSO 36~ tf(6'l(1O :{ li~ ~({

    ~;st~ ~)t,.('ltll,qU,{( (a. lo:{M?l i t l i{'-~: tR~ ~ it~ II~~II

    SIGNIFICADOOs reis e comandantes deviam permanecer na frente dos sol-dados combatentes. Este era 0 verdadeiro sistema de luta. asreis e comandantes nao eram assim chamados presidentes ou mi-nistros da defesa como os de hoje em dia. Eles nao ficavam emcasa enquanto os pobres soldados ou mercenarios lutavam corpoa corpo. Pode ser que esse seja 0 regulamento da democraciamoderna. mas quando prevalecia a verdadeira monarquia, osmonarcas nao eram covardes, eleitos sem consideracao as suasqualificacoes. Como se evidenciou no Campo de Batalha deKuruksetra , nenhum dos lideres executivos de ambos as grupos,como Orona, Bhisma, Arjuna e Ouryodhana, estava dormindo;todos eles participaram realmente da luta, para a qual se esco-lheu urn lugar distante das zonas residenciais civis. Quer dizerque os cidadaos inocentes f icaram irnunes aos efeitos da luta en-tre os grupos rivais da realeza. Os cidadaos nao tinham interessede ver 0 que aconteceria durante a luta. Eles teriarn que pagarurn quarto de sua renda ao governante, fosse ele Arjuna ouOuryodhana. Todos os comandantes dos grupos presentes noCampo de Batalha de Kuruksetra encontravam-se uns diante dosoutros, e Arjuna os viu com grande cornpaixao e lamentou queteria de matar seus parentes no campo de batalha por causa doimperio. Ele nao estava absolutamente temeroso da gigantescafalange mil itar apresentada por Duryodhana, mas como urn rni-ser icordioso devoto do Senhor, a renuncia as coisas mundanasera-Ihe natural , e assim ele decidiu nao lutar por posses rnunda-nas. Mas isso se devia a um pobre fundo de conhecimento, e porisso aqui se diz que sua inteligencia ficou contaminada. Sua in-tel igencia nao poderia se contaminar em nenhum momenta, por-que ele era devoto e companheiro constante do Senhor, comoesta claro no Capitulo Quatro do Bhagavad-gitd. Aparentementea intel igencia de Arjuna contaminara-se porque de outra formanao teria havido uma oportunidade de transmitir os ensinamen-tos do Bhagavad-gitii para 0 bern de todas as contaminadas

    vyavahita -prtana-mukham niriksyasva-jana-vadhad vimukhasya dosa-buddhyakumatim aharad dtma-vidyayii yascarana-ratih paramasya tasya me .stu

    vyavahita-permanecendo it distancia; pftanii-soldados:mukham-rostos; nirik~ya-olhando para; sva-jana-parentes;vadhiit-do ate de rnatar; vimukhasya-aquele que esta relutante:dosa-buddhyii-sieus inteligencia contaminada; kumalim-pobrefundo de conhecimento; aharat-erradicou; iitma-vidyayii-peloconhecimento transcendental; yaJ:z-Aquele que; caralJa-aos pes;ratiJ:z-atrar;ao; paramasya-do Supremo; tasya-para Ele; me-minha; astu-oxahi.

    TRADU

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    294 Srrmad-Bhagavatam [Canto I, Cap. 9VERSO 34

    yudhi turaga-rajo-vidhiimra-visvak-kaca-lulita-sramaviiry-alafikrtiisyemama nisita-sarair vibhidyamdna-tvaci vilasat-kavace .stu krsna dtmdyudhi-no campo de batalha; turaga-cavalos; raja~-poeira;vidhumra-Yicou com cor cinzenta; viFak-ondulado; kaca-ce-belo; lulita-em desalinho; sramaviiri-perspira~ao; alankrta=decorado com; tisye-no rosto; mama-minhas; nisi ta=egxuuis;arai~-pelas flechas; vibhidyamiina-trespassada pelas; tvaci-na pele; vilasat-desfrutando de prazer; kavace-escudo protetor;astu-oxala seja; krsne- Sri Krsna; iilmii-mente.

    TRADU

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    290 Srimad-Bhagavatam [Canto 1, Cap. 9 Verso 32] A morte de Bhismadeva 291VERSO 32 sentimentos e desejos estavam ocupados em diferentes temas.Agora, a fim de alcancar 0 service devocional puro, ele queriaconcentrar todos os poderes de pensar, sentir e querer inteira-mente no Ser Supremo, 0 Senhor Krsna, que e descrito aquicomo 0 lider dos devotos e todo-poderoso. Embora 0 SenhorKrsna seja a original Personalidade de Deus, Ele proprio desce aTerra para conceder a Seus devotos puros a dadiva do servicedevocional. Ele desce as vezes como 0 Senhor Krsna como Elee, e as vezes como 0 Senhor Caitanya. Ambos sao lideres dosdevotos puros. Os devotos puros do Senhor nao tern outro desejoalem do service ao Senhor, e portanto eles sao chamados desiitvatas. 0 Senhor e 0 l ider de tais siitvatas, Bhismadeva, por-tanto, nao tinha outros desejos. A menos que uma pessoa estejapurif icada de todas as especies de desejos materia is , 0 Senhornao Se toma seu lider. Os desejos nao podem ser eliminados,mas tern apenas de ser purificados. No Bhagavad-gitii 0proprioSenhor confirma que da Suas instrucoes de dentro do coracao deurn devoto puro que esteja constantemente ocupado no serviceao Senhor. Tais instrucoes sao dadas nao para propositos mate-

    riais, mas apenas para a volta ao lar, de volta ao Supremo. (Bg.10.10) . Para 0 homem comum que quer assenhorear-se da natu-reza material, 0 Senhor nao apenas sanciona e Se toma teste-munha de suas atividades, como tarnbern nunea da ao nao-devotoinstrucoes para sua volta ao Supremo. Esta e a diferenca entre osrelacionamentos do Senhor com diferentes seres vivos, os devo-tos e os nao-devotos. Ele e 0 lider de todos os seres vivos, assimcomo 0 rei do estado dirige tanto os prisioneiros quanto os cida-daos livres. Mas Seus relacionamentos sao diferentes em termosde devoto e nao-devoto. Os nao devotos nunca se interessam emreceber qualquer instrucao do Senhor, e por isso 0 Senhor ficasilencioso para e1es, embora Ele testemunhe todas as suas at ivi-dades e conceda-Ihes os resul tados necessarios, bons ou maus.Os devotos estao acima dessa bondade e maldade materia is . Elesestao em progressao no caminho da transcendencia, e por issonao tern desejo de nada material. 0 devoto tambem sabe que SriKrsna e 0Narayana original porque 0Senhor Sri Krsna, atravesde Sua porcao plenaria, aparece como 0Karanodakasayi Visnu,a fonte original de toda a criacao material. 0 Senhor tambemdeseja a associacao de Seus devotos puros, e apenas por eles 0

    ~~~ fu ;rf~Rtrnt f~+ m ~ fu ~ I~*''!fitR~fiI I

    ~~~ fiRf~SfiRf~N ~J:~: II~~IIsri-bhisma uviicaiti matir upakalpitii vitrnUi'bhagavati siitvata-pungave vibhiimnisva-sukham upagate kvacid vihrtumprakrtim upeyusi yad-bhava-praviihan

    sri-bhismah uviica-Sri Bhisrnadeva disse; iti-assim; matih=pensamento, sentimentos e desejos; upakalpitii-ocupados;vitr$!U'i-livres de todos os desejos sensoriais; bhagavati-na Per-sonalidade de Deus; siitvata-pungave-eo lider dos devotos;vibhiimni-eo grande; sva-sukham-auto-satisfa

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    2 8 6 Sr imad- Bhagavatam [Canto 1, Cap. 9 Verso 30] A morte de Bhismadeva 287

    ~ U t ~ql~ ~T::fmSll1f~~ II~oll6: Qualquer que seja 0estado de existencia de que a pessoa selembre quando deixa seu corpo , esse mesmo estado ela alcanca-ra sem falta.7: Portanto, Arjuna, tu deves sempre pensar ern Mim sob aforma de Krsna e, ao mesmo tempo, executar teu dever prescritode lutar. Com tuas atividades dedicadas a Mim e com tua mente

    e inteligencia fixas em Mim, nao ha duvida de que viras a Mim.8: Aquele que meditar na Suprema Personalidade de Deus,com a mente constantemente ocupada em lembrar-se de Mim,sem se desviar do carninho, esse, 6 Partha [ArjunaJ, com toda acerteza Me alcancara.9: Deve-se meditar na Pessoa Suprema como Aquele que co-nhece tudo, como Aquele que e 0 mais velho, que e 0 controla-dor, que e menor que 0menor, que e 0mantenedor de tudo, queesta alem de toda concepcao material, que e inconcebivel, e quee sempre uma pessoa. Ele e luminoso como 0 sol e, sendo trans-cendental, esta alern desta natureza material.10: Aquele que, no momenta da morte, fixar seu ar vital en-tre as sobrancelhas e, corn plena devocao, se ocupar ernlernbrar-se do Senhor Supremo, certamente atingira a SupremaPersonalidade de Deus.11 : As pessoas eruditas nos Vedas. que pronunciam 0omkiira eque sao grandes sabios na ordern renunciada, entram no Bralunan.Oesejando tal perfeicao, a pessoa pratica 0 celibato. Agoraexplicar-te-ei esse processo pelo qual se pode alcancar a salvacao.12: A situacao ioguica e de desapego detodas OCUpa90essen-soriais. Fechando todas as portas dos sentidos e fixando a menteno coracao e 0 ar vital no topo da cabeca, a pessoa se estabeleceem yoga.13: Apos situar-se nesta pratica de yoga e ao vibrar a silabasagrada om, a combinacao suprema de letras, se a pessoa pensarna Suprema Personalidade de Deus e abandonar seu corpo, cer-tamente alcancara os planetas espirituais.14: Para aquele que se lembra de Mim sem desvio Eu sou fa-cilmente alcancado, 6 filho de Prthal, por causa de sua ocupacaoconstante em service devocional.IS: Apos Me alcancar, as grandes almas, que sao yogis emdevocao , jamais regressam a este mundo ternporario, que echeio de miserias, porque elas alcancaram a perfeicao maxima.

    tadopasamhrtva girah sahasranirvimukta-sangam mana adi-piirusekrsne lasat-pita-pate catur-bhujepurah sthite 'tnilita-drg vyadhdrayat

    tadii-tiesse altura; upasan'zhrtya-retraindo; giraJ.z-palavras;sahasrWliJ.z-Bhi~madeva (que era habil em milhares de cienciase artes); vimukta-sangam-completamente livre de tudo 0 mais;manaJ.z-mente; adi-puruse=tvs original Personalidade de Deus;kr~1:ze-em Krsna; iasat-pita-pate-cecoreac com roupas amare-las; catur-bhuje=no original Narayana de quatro braces; purah=justamente antes; sthite-ce pe; amilita-arregalados; drk-visao;vyadhiirayat - fixou. TRADU~AoDepois disso, aquele homem que falara sobre diferentesassuntos com milhares de significados e que lutara emmi-lhares de campos de batalha e protegera milhares de ho-mens, parou de falar e, estando completamente livre detodo cativeiro, retraiu sua mente de tudo 0mais e fixouseusolhos arregalados na original Personalidade de Deus, SriKrsna, que estava de pe diante dele, com quatro braces,vestido comroupas amarelas que cintilavam e reluziam.

    SIGNIFICADONa importante hora de deixar seu corpo material, Bhisrnadevaestabeleceu urn glorioso exemplo a respeito da importantefuncao da forma de vida humana. 0 lema que atrai a atenciio dohomem moribundo torna-se 0comeco de sua proxima vida. Por-tanto, se uma pessoa esta absorta em pensamentos sobre 0Supremo Senhor Sri Krsna ela tern garantida sua volta ao Su-premo, sem sombra de duvida. Isso se confirma no Bhagavad-gila (8.5-15):5: E quem quer que, no momenta da morte, deixe seu corpoIernbrando-se unicamente de Mim, alcanca de imediato Minhanatureza. Quanto a isso nao ha duvida.

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    282 Sr imad-Bhagavatam [Canto 1, Cap. 9o rei t inha de cuidar para que as reservas humanas de energiafossem adequadamente utilizadas. A energia humana nao se des-tina exatamente a satisfazer propensoes anirnais , mas sim a auto-realizacao. Todo 0 govemo era especificamente planejado parasatisfazer esse propos ito particular. Desse modo. 0 rei tinha queselecionar apropriadamente 0gabinete ministerial , mas nao por

    forca de base eleitoral . Os rninistros , os comandantes militares emesmo os soldados ordinarios eram todos selecionados por qua-Iificacoes pessoais, e 0 rei tinha que supervisiona-los apropria-damente antes que fossem apontados para seus respectivos postos.o rei ficava especiaimente atento para que os tapasvis, ou pessoasque sacrificavam tudo para disseminar 0 conhecimento espiri-tual, jamais fossem desconsiderados. 0 rei sabia bem que a Su-prema Personalidade de Deus nunca to/era qualquer insulto aSeus devotos imaculados. Esses tapasvis eram Iideres de con-fianca mesmo dos ladroes e dos assaltantes, que nunca desobe-deciam as ordens dos tapasvis . 0 rei costumava dar protecaoespecial aos iletrados, aos desamparados e as viuvas do estado.Medidas de defesa eram tomadas antes de qualquer ataque dosinimigos. 0 proeesso de impostos era facil, e nao se destinavaao esbanjamento, mas sim ao fortalecimento do fundo de re-serva. Os soldados eram reerutados de todas as partes domundo, e eram treinados para deveres especiais.Quanto a salvacao, e preciso conquistar os principios de luxu-ria, ira, desejos ilicitos, avareza e desnorteamento. Para Iivrar-se da ira deve-se aprender a perdoar. Para livrar-se dos desejosilicitos nao se devem fazer pianos. Atraves do cultivo espiri tualsomos capazes de dominar 0 sono. Somente atraves da toleran-cia podemos dominar os desejos e a avareza. As perturbacoesprovocadas por varias doencas podem ser evitadas por dietas re-guladas. Atraves do autocontrole podemos nos livrar das falsasesperancas, e podemos poupar 0 dinheiro evitando as mas com-panhias. Pela pratica da yoga podemos controlar a fome. e 0mundanismo pode ser evitado cultivando conhecimento da irn-permanencia. A vertigem pode ser dominada pelo levantar-se, eos falsos argumentos podem ser rebatidos peIa verdadeira com-provacao. A tagarelice pode ser evitada pela gravidade e 0silen-cio, e pela coragem podemos evitar 0 temor. Podemos obterconhecimento perfeito atraves do cultivo do eu. Devemos estar

    rVerso 28] A morte de Bhismadeva 2 8 3livres de luxuria, avareza, ira, sonho, etc .. para realmente al-cancar 0 caminho da salvacao.Quanto 1 1 classe das m u l h e r e s , elas sao aceitas como urn poderde inspiracao para os homens. Sendo assirn, as mulheres saomais poderosas que os homens. 0poderoso Julio Cesar era con-trolado por uma Cleopatra. Essas mulheres poderosas sao con-troladas pelo recato. Portanto, 0 recato e importante para asmulheres. Uma vez que essa valvula de controle seja afrouxada,as mulheres podem acarretar estragos 1 1 sociedade sob a forma deadulterio. Adulterio signifiea producao de filhos nao desejadoseonhecidos como varna-sankara, que perturbam 0mundo.o ultimo item ensinado por Bhismadeva foi 0 processo decomprazer ao Senhor. Todos nos somos servos etemos doSenhor, e quando esquecemos essa parte essencial de nossa na-tureza somos postos em condicoes materiais de vida. 0 processosimples de comprazer ao Senhor (especialmente para os chefesde familia) e instalar em casa a Deidade do Senhor.Concentrando-se na Deidade, a pessoa pode progressivamentecontinuar seu trabalho rotineiro diario. Adorar a Deidade emeasa, servir ao devoto, ouvir 0Srimad-Bhiigavatam, residir numlugar sagrado e cantar 0 santo nome do Senhor sao todos itenspoueo dispendiosos atraves dos quais podemos comprazer aoSenhor. Assim 0avo explicou 0assunto a seus netos.

    VERSO 28~~m~ ij~ltn1.f('l ' l'4l ~....... " --. t; , ....'11 '1I("QI'1IMRt9; t.{ t1 11 :J ~r n ~ II~CII

    dharmdrtha-kama-moksams casahopayiin yathii munenanakhyiinetihasesuvarnayiim iisa tattvavitdharma-deveres ocupacionais; artha-desenvolvimento eco-nornico: kiima-satisfa~ao dos desejos; molqiin-salvac;ao ultima;ca-e; saha-juntamente com; upiiyiin-meios; yathii-eomo eIe e:mune-o sabio; niinii-vanos; iikhyiina-pela recitacao de narrati-vas historicas: itihasesu-siss historias; var~ayiim iisa-descre-veu;tattva-vit-aquele que conhece a verdade.

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    278 Sr lmad-Bhagavatam [Canto l , Cap. 9manteiga. Agricultura e distribuicao de alimentos sao os deveresprimarios da comunidade mercantil, apoiada pela educacao noconhecimento vedico e treinada a dar caridade. Assim como osksatriyas recebiarn 0encargo da protecao aos cidadaos, os vaisvasencarregavarn-se da protecao aos animais. Os animais nunca de-vern ser mortos. A matanca de animais e sintoma de uma socie -dade barbara. Para urn ser humano, os produtos agricolas , frutase leite sao alimentos suficientes e compativeis. A sociedade hu-mana devia dar mais atencao a protecao aos animais. A energiaprodutiva do trabalhador e mal usada quando ele e ocupado emernpreendimentos industriais. As industrias de varias especiesnao podem produzir as necessidades essenciais do homem, a sa-ber, arroz, trigo, graos, leite , frutas e vegetais. A producao demaqu inas opera trizes e ferramen tas aumenta 0modo de vida ar-tificial de uma classe de proprietaries interessados e manternmilhares de homens a mingua e na inquietacao. Esse nao deveser 0padrao da civilizacao.A classe siidra e menos intel igente e nao deve te r independen-

    cia. Eles destinam-se a prestar service sineero aos tres setoressuperiores da sociedade. A classe siidra pode alcancar todos osconfortos da vida simplesmente prestando servico as classes su-periores. Prescreve-se especial mente que urn siidra nunea deveacumular dinheiro. Tao logo os siidras acumulem riquezas, ela sserao mal utilizadas para atividades pecaminosas, como vinho ,mulhe res e jogos. Vinho, mulheres e logo de azar indicam que apopulacao esta degradada a uma qualidade inferior a do sudra.As castas superiores devern sempre zelar pela manutencao dossudras. e devem fornecer-lhes roupas velhas e usadas. Urn sudranao deve deixar seu senhor quando ele esteja velho e invalido, eo senhor deve manter os servos satisfeitos sob todos os aspectos.Os siidras devern, em primeiro lugar, ser satisfeitos com ali men-tacao suntuosa e roupas, antes da execucao de qualquer sacri ficio.Nessa era rnuitas funcoes sao mantidas com gastos de rnilhoes,mas 0pobre trabalhador nao e alimentado suntuosamente nemrecebe caridade, roupas, etc. Assirn, os trabalhadores ficarn in-sati sf eitos, e desse modo promo vern agit acao.Os varnas sao, por assim dizer, classjficacao de diferentes

    ocupacoes, e dsrama-dhurma e 0progresso gradual no carni-nho da auto-realizacao. Ambos estao interrelacionados , e um e

    Verso 27] A morte de Bhismadeva 279dependente do outro. 0principal proposito do asrama-dharma edespert ar conhecimento e desapego. 0brahmacarya-dsrama ea base de treinamento para candidatos em perspectiva. Nesseiisrama, aprende-se que este mundo material nao e 0 lar verda-deiro do ser vivo. As almas condicionadas sob 0 cativeiro mate-rial sao prisioneiras da materia, e por isso a auto-realizacao e ameta derradeira da vida. Todo 0 sistema de dsrama-dharma eurn meio de desapego. Aquele que nao con segue assimilar esteespirito de desapego reeebe a permissao de assumir a vida fami-l iar com 0mesmo espirito de desapego. Portanto , aquele que ob-tern desapego pode de irnediato adotar a quarta ordern, ou seja, arenunciada, e assim viver unicamente de caridade , nao para acu-mular riqueza, mas apenas para manter-se vivo para a realizacaoult ima . A vida fami lia r e para quem esta apegado, e as ordens devida viinaprastha e sannyiisa sao para aque/es que sao desape-gados da vida material. 0 brahmacarya-iisrama destina-se espe-cialmente a tre ina r tanto 0apegado quanto 0desapegado.

    VERSO 27r < ( ' - t o , . . . . .~.~+m.Jtlf{1'lT~Fro: I

    ~~'l ~~. ~+w1o~mmiR: II~~IIddna-dharmdn riija-dharmdnmoksa -dharman vibhiigasahstri-dharmdn bhagavad-dharmiinsamdsa- vyiisa-yogatah

    dana-dharmdn-os atos de caridade; rii)a-dharmiin-atividadespragmaticas dos reis; moksa-dharman-os a tos para a sa lvacao:vibhagasah=pot divisoes: stri-dharman-oevetes das mulheres;bhagavat-dharman-os atos dos devotos : samiisa-geralmente:vyiisa-explicitamente; yogatah=txr: meio de.

    TRADU

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    274 Srimad-Bhagavatam [Canto 1, Cap. 9 Verso 26] A morte de Bhisrnadeva 275

    VERSO 25

    Yudhisthira foi inspirado pelo Senhor Sri Krsna a pcrguntar-Ihesobre os principios da rel igiao. 0 Senhor Sri Krsna mspirouMaharaja Yudhisthira a interrogar Bhismadeva na presenca demuitos grandes sabios, indicando assim que urn devoto doSenhor como Bhisrnadeva, embora aparentemente vivendocomo urn homem mundano, e sobremaneira superior a muitosgrandes sabios, mesmo a Vyasadeva. Outro ponto e que Bhisrna-deva. naquela ocasiao, estava nao somente deitado num leito dernorte de flechas , mas tambern estava muito aflito por causa da-quele estado. Nao se deveria te~-lhe feito nenhuma pergunta na-quele momento, mas 0 Senhor Sri K~~Qaqueria provar que Seusdevotos puros sao sempre saos de corpo e mente em virtude dailuminacao espiritual; e assim em quaisquer circunstancias urndevoto do Senhor esta em perfeitas condicoes de falar do ca-minho correto da vida. Yudhisthira tambern preferiu resolversuas questoes problernaticas indagando a Bhismadeva , ao invesde perguntar a qualquer outra pessoa ali presente que fosse apa-rentemente mais erudita que Bhisrnadeva. Tudo isso se deve aoarranjo do grande portador da roda, 0 Senhor Sri Krsna, que es-tabelece as glorias de Seu devoto. 0 pai gosta de ver 0 filhotornar-se mais famoso que ele mesmo. 0 Senhor decla ra mui toenfaticamente que a adoracao a Seu devoto e mais valiosa que aadoracao ao propr io Senhor .

    Narayana de quatro rnaos , para que se concentrasse nEle e assirnficasse no extase dessa meditacao. Entao sua mente se santifica-ria pelo pensamento sobre 0 Senhor. Dessa forma ele nao se irn-portava como e para onde ele iria. Urn devore puro nunca estamuito ansioso por voltar ao reino de Deus. Ele depende inteira-mente da boa vontade do Senhor. Ele fica igualrnente satisfeitomesmo que 0 Senhor deseje que ele va para 0 inferno. 0unicodesejo que urn devoto puro acalenta e que possa estar semprecom a atencao absorta em pensar nos pes de lotus do Senhor ,despreocupadamente. Bhismadeva queria apenas isto: que suamente se absorvesse em pensar no Senhor e que ele morresseassim. Essa e a maior ambicao de urn devoto puro.

    ~~W \ - l f g V * '{ , I ~ ~ ~ 1 1 R ~ ~ I~~~~urt ~~ 1 1 ~ ~ 1 1

    siita uvdcayudhisthiras tad iikarnyasayiinam sara-panjareaprcchad vividhiin dharmanrsinam cdnusrnvatamsiaan uviica-Sri Suta Gosvami disse; yudhisthirah=tei Yudhi-

    sthira; tat-aquele; akar1}ya-ouvindo; sayanam-deitado; sara-panjare-scote 0 leito de flechas; apfcchat-perguntou; vividhdn=rnultifarios; dharmiin-deveres; r~i1}iim-dos rsis; ca-e; anusrn-

    VERSO 26

    vatam-apOs ouvir.

    , . . . . . , , . . . , , v :~ ~ '1 ~ 1 1 T '1m',f+{~ Iet~IJJ:f~I.lIql~~'"lll1l~I~I~~~F.f 1I~~ II

    purusa-sva-bhiiva-vihitiinvathd-varnam yathdsramamvairiigya-ragopiidhibhviimdmndtobhaya-laksaniin

    TRADU(:AoSuta Gosvami disse: Maharaja Yudhisthira, apos ouvirBhismadeva falar naquele tom suplicante, perguntou-lhe,

    na presenea de todos os grandes !"!is,sobre os principios es-seociais de varios deveres religiosos.SIGNIFICADO

    Bhismadeva, falando em tom suplicante , convenceu Maha-raja Yudhisthira de que morreria muito em breve. E Maharaja

    purusa-o ser humano: sva-bhdva-txn suas proprias qualidadesadquiridas: vihitan-prescritas; _vathii-de acordo corn: var~l(lm-classifi cacao de casta s: vathii-de acordo com: a.{ramam-ordensde vida; vairagya-desapego; raga-apego; upiidhibhviim=uetureessas designacoes: { lmrzata-sis ternat icamente: uhhu\"(l-amhns:/akYWlall-sintomas.

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    270 Srunad-Bhagavatam [Canto 1, Cap. 9yan me 'sums tyajatah sdksdtkrsno darsanam dgatah

    tathiipi-todavia; eh1nta-resoluto; bhaktesu=eos devotos;pasya-ve aqui; bhu-pa-o rei; anukampitam-cusc complacente;yat-para que; me-minha; asun-vida; tyajataJ:z-encerrando; sdk-~at-diretamente; krsnah- Personalidade de Deus; darsanam=isminha vista; dgatah=veu bondosamente.

    TRADU

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    266 S r imad- Bhagavatam [Canto 1, Cap. 9 Verso 20] A morte de Bhisrnadeva 26 7Ele encarna-Se no mundo material entre os homens , animais ousemideuses, para restabelecer Sua relacao esquecida com as en-tidades vivas , em diferentes especies de vida. Grandes autorida-des como Bhisma, contudo, escapam de Sua desorientacao pelamiseric6rdia do Senhor.

    VERSO 19

    as gl6rias do Senhor. Srila Visvanatha Cakravarti Thakura , umdos grandes dcdryas na era moderna, explica que anubhiiva, oua gl6ria do Senhor, e primeiramente apreciada pelo devoto ernextase, manifestando os sintomas de perspiracao, tremor, choro,eru~oes corp6reas, etc., que sao depois acrescentados pelacompreensao fixa das gl6rias do Senhor. Essas diferentes com-preensoes de bhiivas sao reciprocadas entre Yasoda e 0 Senhor(atando 0 Senhor com cordas) e quando 0 Senhor dirige a qua-driga no intercambio de amor com Arjuna. Essas gl6rias doSenhor sao exibidas em Sua subordinacao diante de Seus devo-tos, e este e outro aspecto das gl6rias do Senhor. Sukadeva Go-svami e os Kumaras, embora situados na posicao transcendental,foram convertidos por outro aspecto de bhdva e tornararn-se de-votos puros do Senhor. As tribulacoes impostas pelo Senhor aosdevotos constituem outra reciprocacao de bhdva transcendentalentre 0Senhor e os devotos. 0 Senhor diz: "Eu ponho Meu de-voto em dificuldade, e assim 0 devoto torna-se mais purificadona reciprocacao transcendental de bhiiva comigo." Colocar 0de-voto em problemas materiais implica em libera-lo das relacoesmateriais ilusorias. As relacoes materiais baseiarn-se na recipro-cacao de desfrute material, que depende principalmente derecursos materiais. Portanto, quando os recursos materiais saotirados pelo Senhor, 0 devoto e cern por cento atraido ao trans-cendental service arnoroso ao Senhor. Desse modo 0 Senhor ar-rebata a alma condicionada do atoleiro da existencia material .As tribulacoes oferecidas pelo Senhor a Seu devoto sao diferen-tes das tribulacoes resultantes da acao viciosa. Todas essas g16-rias do Senhor sao especialmente conhecidas pelos grandesmahajanas como Brahrna, Siva, Narada, Kapila, Kumara eBhisma, como se mencionou acima, e podemos nos capacitar acompreende-las pela graca deles.

    ~ ~~ ~ijlf f~: I~ t4 ftt'1t~~:~ ~ftril ~ IIZ ~II

    asydnubhdvam bhagaviinveda guhyatamam sivahdevarsir naradab saksiidbhagaviin kapilo nrpaasya-dEle; anubhiivam-gI6rias; bhagavdn=o mais poderoso;veda-conhecem; guhya-tamam-muito confidencialmente; sivah=Senhor Siva; deva-rsih=o grande sabio entre os semideuses;

    niirada~-Narada; siik$iit-diretamente; bhagaviin=e Personali-dade de Deus; kapilalJ-Kapila; nrpa-o rei.TRADUCAOo rei! 0 Senhor Siva, Narada, 0 sable entre os semideu-ses, e Kapila, a encarnacao de Deus-todos conhecemmuito confidencialmente Suas glorlas atraves de contatodireto.SIGNIFICADOOs devotos puros do Senhor sao todos bhiivas, ou pessoas queconhecem as glorias do Senhor em diferentes services amorosostranscendentais. Assim como 0 Senhor tern inurneraveis expan-soes de Sua forma plenaria, ha inurneraveis devotos puros doSenhor, que estao ocupados no intercambio de service em dife-rentes disposicoes. Ordinariamente, ha doze grandes devotos doSenhor, a saber, Brahma, Narada, Siva, Kumara, Kapila,Manu, Prahlada, Bhisma, Janaka, SUkadeva Gosvami, BaliMaharaja e Yamaraja. Bhismadeva, embora seja um deles, men-cionou apenas tn~~nomes importantes dos doze que conhecem

    VERSO 20(j ~ ~~ fsr~ f4 ;t ~~ I~ : m : ; f f ~ ~ ~ ~ ~ mu1 r~lI~oll

    yam manyase mdtuleyampriyam mitram suhrttamam

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    262 Sr imad-Bhagavatam [Canto 1, Cap. 9 Verso 18] A morte de Bhismadeva 263podido descobrir qual e realmente 0plano do Senhor. 0 que.entao , podemos nos compreender a respeito dele? Nem mesmoas exaust ivas indagacoes fi losoficas dos sabios tern podido des-cobrir qual e 0 plano do Senhor. A melhor politica e simples-mente guiar-se pelas ordens do Senhor, sem nenhuma discussao.Os sofrimentos dos PaI:19avaSnao se deviam absolutamente aseus feitos passados. 0Senhor teve que executar pianos para es-tabelecer 0 reinado da virtude, e por isso Seus proprios devotessofreram temporariamente para estabelecer a vitoria da virtudeBhismadeva estava certamente satisfei to de ver o triunfo da vir-tude, e alegrava-se de ver 0 rei Yudhisthira no trono, embora eleproprio t ivesse lutado contra 0 rei. Mesmo urn grande lutadorcomo Bhisrna nao pode veneer a Batalha de Kuruksetra porque 0Senhor quis mostrar que 0 vicio nao pode conquistar a virtude ,sem levar em conta quem tente executar isso. Bhismadeva eraurn grande devoto do Senhor, mas escolheu lutar contra os Pan-davas pela vontade do Senhor, porque 0 Senhor queria mostrarque urn lutador como Bhisrna nao pode veneer no lado errado.

    deves segui-Io. Agora que foste apontado como 0 lider ad-ministrativo, meu senhor, deves tomar conta de todos ossuditos que ate agora ficaram desamparados.

    VERSO 17m~~ ~~ Ia~11 f1~ f f iSOlMT ; {T '1 . ttu f i :*It: ~ II Z \911

    SIGNIFICADOHa urn ditado popular de que a dona de easa ensina a noraensinando a f ilha. De modo semelhante, 0 Senhor ens ina aomundo ensinando ao devoto. 0devoto nao tern nada de novo aaprender do Senhor, porque 0 Senhor sempre instrui interna-mente ao devoto sineero. Sempre que, portanto, se faz uma en-cenacao para instruir 0 devoto, como no caso dos ensinamentosdo Bhagavad-gitii, isso e para instruir os homens menos intel i-gentes. 0dever do devoto, portanto, e aceitar de born grado astribulacoes vindas do Senhor como uma bencao. Os Pandavasforam aconselhados por Bhismadeva a aceitar a responsabili -dade da administracao sem hesi tar . Os pobres suditos estavamsem protecao devido a Batalha de Kuruksetra, e esperavam aelevacao de Maharaja Yudhisthira ao poder. Urn devoto puro do

    Senhor ace i ta as tribulacoes como favores do Senhor. Uma vezque 0 Senhor e absoluto, nao ha diferenca mundana entre essasduas coisas.VERSO 18

    tasmiid idam daiva-tantramvyavasya bharatarsabhatasyiinuvihito .nathdndtha piihi prajdh prabho

    ~ '"t : ( t f q ~~tm ~: ~Ft I~r:rn itt ~~ < r l t 1 l J 1 ! I IZ~IItasmat-portanto; idam-ssso: daiva-tantram-unicamente en-canto da Providencia: vyavasya-verificando; bharata-rsabha-o

    melhor entre os descendentes de Bharata; tasya-por Ele: anuvi-hitaJ:z-eomo desejado; anarhaJ:z-desamparados; ndtha-o senhor:piihi-toma eonta de; prajiiJ:z-dos suditos: prabho-o Senhor.

    esa vai bhagaviin siiksiidadyo ndriiyanah pumdnmohayan mdyayii lokamgiitJhas carati vrsnisu

    TRADU

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    258 Srunad-Bhagavatarn [Canto 1, Cap. 9 Verso 14] A morte de Bhismadeva 259Bhismadeva encorajou Maharaja Yudhisthira a dissipar seu de-sanirno. Se uma pessoa coopera plena mente com as desejos doSenhor, e orientada pelos brdhmanas e Vaisnavas fidedignos esegue estritamente os principios religiosos , ela nao tern motivopara desanimo , por mais que as circunstancias da vida tentemlanca-la neste estado. Bhismadeva, como uma das autoridadesna linha, queria convencer os Pandavas deste ponto.

    VERSO 14

    VERSO 13~sf~~ W iT 'lm i 1 1 ( ; , $ I ' l 1 1 c r t : I~qFtd~~ m m m m J ! ; : II~~II

    sarvam kdla-krtam manvebhavatiim ca yad-apriyamsapdlo yad-vase lokovdyor iva ghanavalih

    samsthite ' ti rathe pandauprthii bii la-prajd vadhiih

    yusmat-krte bahiin klesiinpriipui tokavati muhuh

    sarvam-tudo isso; kala-krtam=ieuo pelo tempo inevitavel:manye-penso; bhavatdm ca-tambem para vos; yat-tudo 0que;apriyam-detestavel; sa-piilah=cova os governantes; vat-vase-sob 0 controle desse tempo; lokah-soao em todos os planetas;vayoh=o vento arrasta; iva-como; ghana-iivalih=utne fileira denuvens.

    samsthite-epo 0 falecimento; ati-rathe-do grande general;pii~au-PiiI)

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    254 Srimad-Bhagavatam (Canto 1, Cap. 9 Verso 10] A morte de Bhismadeva 255tan sameuin mahii-bhagiinupalabhya vasiittamahpujaydm asa dharma-jnodesa -kiila- vibhiigavit

    havendo. portanto , dificuldade para ele em rccebe-los, ernborafosse fisicamente incapaz.

    VERSO 10tiin-todos eles; sametan-reunidos; maha-bhagan=uxiospoderosissirnos; upalabhya-tendo recebido; vasu-uttamah=omelhor entre os Vasus (Bhismadeva); piijayam iisa-deu as boasvindas; dharma-jiia~-aquele que conhece os principios religio-sos; deSa-lugar; kala-tempo; vibhiiga-vit-aquele que conheceas particularidades de tempo e lugar.

    TRADUC;AoBhismadeva, que era 0melhor entre os oito Vasus, rece-beu e den as boas vindas a todos os grandes e poderosos rsisque estavam reunidos ali, pois conhecia perfeitamente todosos principios religiosos de acordo com tempo e Ingar.

    krsnam ca tat-prabhdva-jiiadsinam jagad-isvaramhrdi-stham piijayam asamtiyayopdtta- vigraham

    SIGNIFICADOReligiosos experientes sabem perfeitamente bern como ajustaros principios religiosos de acordo com tempo e lugar. Todos osgrandes iiciiryas, ou pregadores religiosos, ou reformadores domundo executararn sua rnissao atraves da adequacao dos princi-pios religiosos de acordo com tempo e lugar. Ha diferentes di-mas e situacoes em diferentes partes do mundo, e se alguemtiver que desempenhar seus deveres de pregar a mensagem doSenhor, tera de ser habil em ajustar as coisas de acordo comtempo e lugar. Bhismadeva era uma das doze grandes autorida-des na pregacao deste culto do service devocional, e por isso elepode receber e dar as boas vindas a todos os poderosos sabios alireunidos em volta de seu leito de morte, oriundos de todas as

    partes do universo. Decerto ele era incapaz naquele momenta derecebe-los e dar-lhes as boas vindas fisicamente, porque nemestava em seu lar, nem numa condicao normal de saude. Masele era completamente capaz disso atraves das atividades desua mente sa, e por isso ele pode proferir doces palavras expres-sas com amabilidade acolhendo bern a todos. Uma pessoa podeexecutar seu dever pelo trabalho fisico, pela mente e pelas pala-vras. E ele sabia bern como utiliza-Ias no lugar adequado. nao

    krsnam-eo Senhor Sri I(n;I:Ia;ca-tambem; tat-dEle; prabhiiva-jnah-: conhecedor das glorias (Bhisma); iisinam-sentado; jagat-isvaram=o Senhor do universo; hrdi-stham=suueiio no coracao;piijayiim iisa-adorou; miiyayii-atraves da potencia interna;upiitta~manifestada; vigraham-uma forma.

    TRADUC;Aoo Senhor Sri Krsna esta situado no coracao de tOO05; to-davia Ele manifesta Sua forma transcendental atraves deSua potencia interna. Esse mesmo Senhor estava sentadodiante de Bhismadeva, e uma vez que Bhismadeva conheciaSuas gkirias, ele adorou-O devidamente.SIGNIFICADOA onipotencia do Senhor manifesta-se pela Sua presenca si-

    multanea em todos os [ugares. Ele sempre esta presente em Suamorada eterna, Goloka Vrndavana. e ainda assim esta presenteno coracao de todos e mesmo dentro de todos os atornos invisi-veis. Quando Ele manifesta Sua forma transcendental etema nomundo material, Ele 0 faz atraves de Sua potencia interna. Apotencia externa, ou a energia material, nada tern a ver com Suaforma eterna. Todas essas verdades eram conhecidas por SriBhisrnadeva, que 0 adorou de modo adequado.

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    oceano, mas as ondas arrastaram-no ate a praia. Ele pulou numrio, mas 0 rio tambern 0 devolveu. Assim, todas suas tentativasde suicidio maJograram. Ele tarnbern e urn dos sete rsis e esposode Arundhati, a famosa estrela.Indrapramada: Outro celebre rsi.Trita: Urn dos tres filhos de Prajapati Gautama. Ele foi 0 ter-ceiro filho, e seus outros dois irmaos eram conhecidos comoEkat e Dvita. Todos os irrnaos eram grandes sabios e seguidoresestri tos dos principios da religiao, Por causa de severas peniten-cias eles foram promovidos a Brahmaloka (0 planeta ondeBrahmaji vive). Certa vez Trita Muni caiu num poco. Ele foi 0organizador de muitos sacrificios, e como urn dos grandes sa-bios, tambern veio demonstrar seu respeito a Bhisrnaji em seuleito de morte. Ele era urn dos sete sabios em Varunaloka. Eleprovinha dos paises ocidentais do mundo. Desse modo, ele per-tencia mais provavelmente aos paises europeus. Naquela epocao mundo inteiro estava sob a cultura vedica.Grtsamada: urn dos sabios do reino celestial. Era amigo in-timo de Indra, 0 rei do ceu, e era tao grande como Brhaspati. Elecostumava visitar a assembleiareal de Maharaja Yudhisthira, etambern visitou 0 lugar onde Bhismadeva deu seu ultimo sus-piro. As vezes ele explicava as glorias do Senhor Siva diante deMaharaja Yudhisthira. Ele era filho de Vitahavya, e tinha aspec-tos semelhantes ao corpo de Indra. As vezes os inimigos deIndra 0 confundiam com Indra e 0 prendiam. Ele era urn grandeerudito no Rg-veda, e por conseguinte era altamente respeitadopela comunidade dos briihmanas. Ele levou uma vida de celi-bato e era poderoso sob todos os aspectos.Asita: existiu urn rei com 0mesmo nome, mas 0Asita aqui men-cionado e Asita Devala Rsi, urn grande e poderoso sabio da epo-ca. Ele explicou a seu pai 1.500.000 versos do Mahiibhiirata. Foiurn dos membros no sacrificio de serpentes de Maharaja Janame-jaya. Tambern esteve presente durante a cerimonia de coroacaode Maharaja Yudhisthira, juntamente com outros grandes rsis.Tambem instruiu Maharaja Yudhisthira enquanto este esteve naColina Afijana. Alem disso, era urn dos devotos do Senhor Siva.Kaksivdn: urn dos filhos de Gautama Muni e pai do grandesabio Candakausika. Ele foi urn dos membros do Parlamento deMaharaja Yudhisthira.

    250 Srjmad-Bhagavatam [Canto 1, Cap. 9 Verso 8] 251morte de BhismadevaAtri: Atri Muni era urn grande e sabio brdhmana e era urn dosfilhos mentais de Brahmaji. Brahrnaji e tao poderoso que sim-plesmente por pensar num filho ele pode te-Io. Esses filhos saoconhecidos como mdnasa-putras. Atri era urn dos sete mdnasa-putras de Brahmaji e urn dos sete grandes sabios brahmanas.Em sua familia nasceram tambern os grandes Pracetas. AtriMuni teve dois filhos ksatriyas que se tornaram reis. 0 rei

    Arthama e urn deles. Ele esta incluido entre os vinte e urn praja-patis. 0 nome de sua esposa era Anasuya, e ele ajudou MaharajaParik~it em seus grandes sacrificios.Kausika: urn dos rsis membros pennanentes da assernbleiareal de Maharaja Yudhisthira. As vezes ele se encontrava com 0Senhor Krsna. Ha varies OUtrOSsabios com 0mesmo nome.Sudarsana: esta roda e aceita pela Personalidade de Deus(Vi~l)u, ou Krsna) como Sua arma pessoal, e e a mais poderosadas armas, superior as brahmastras ou outras armas desastrosassemelhantes. Em algumas das literaturas vedica s se diz queAgnideva, 0 deus do fogo, presenteou 0 Senhor Sri Krsna comesta anna, mas na verdade esta arma e eternamente carregadapelo Senhor. Agnideva presenteou Krsna com essa arma damesma maneira que Rukmini foi dada ao Senhor por MaharajaRukrna. 0 Senhor aceita tais presentes de Seus devotos, muitoembora tais presentes sejam eternamente Sua propriedade. Hauma descricao elaborada desta arma no Adi-parva do Mahii-bhiirata. 0 Senhor Sri Krsna usou essa arma para matar Sisupala,urn Seu rival. Ele tambern matou Salva com essa arma, e as ve-zes quis que Seu amigo Arjuna a usasse contra seus inimigos(Mahiibhiirata. Yirata-parva, 56.3).

    VERSO 8~ :q ~ iRI'l iI"(j(1IG :41S ~: I~~q(1T ~: ~~ttqlf,{f1I~tt:I I (; II

    anye ca munayo brahmanbrahmariitiidayo maliihsisyair upetii iijagmuhkasyapiingirasiidayah

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    246 Sr imad-Bhagavatam [Canto 1, Cap. 9 Verso 7] A morte de Bhisrnadeva 247Parasurama e discipulos, Vasistha, Indrapramada, Trita,Grtsamada, Asita, Kaksivan, Gautama, Atri, Kausika eSudarsana estavam presentes.

    todos pertenciarn a mesma linha de sucessao discipular. Naradajitern instruido muitos reis desde tempos imernoriais. No Bhaga-vatam podemos ver que ele instruiu Prahlada Maharaja enquantoeste estava no ventre de sua mae, e instruiu Vasudeva, pai deKrsr_J.a,bern como Maharaja Yudhisthira.Dhaumya .um grande sabio que praticava severas penitenciasem Utkocaka Tirtha e foi apontado como sacerdote real dos reispar_J.Qavas.Ele atuou como 0 sacerdote em muitas funcoes rel i-giosas dos Pandavas tsamskiirai, e tarnbern cada urn dos Panda-vas foi atendido por ele nos esponsais de Draupadi, Ele estevepresente mesmo durante 0 exilio dos Panda vas e costumavaaconselha-Ios em circunstancias em que eles ficavam perplexos.Ele instruiu-os a viverem incognitos por urn ano , e suas instru-

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    242 Srunad-Bhagavatam [Canto 1, Cap. 9sua ultima oracao ao Senhor a beira de sua morte deste mundomortal , e assim se libertara do cativeiro de ulteriores ocupacoesmateriais. Bhismadeva foi dotado do poder de deixar seu corpomaterial quando 0 quisesse, portanto estar dei tado sobre a camade flechas era de sua propria escolha. Essa morte do grande guer-reiro atraiu a atencao de todas as elites contemporaneas, e todaselas reunirarn-se ali para demonstrar seus sentimentos de amor,respeito e afeicao pela grande alma.

    tadd te bhratarah sarvesadasvaib svarna-bhiisitaihanvagacchan rathair vipravyiisa-dhaumyadayas tathiitada-naquela ocasiao: te-todos eles; bhriitarah=os irrnaos;sarlle-todos juntos; sat-asvail,z-puxadas por cavalos de primeiraclasse; svar~-ouro; bhu~itail,z-estando decorados com; anva-gacchan-seguiram urn ap6s 0 outro; rathail,z-sobre as quadri-gas; viprah-o briihmanas; vyasa-o sabio Vyasa; dhaumya=Dhaumya; iidayah=e outros; tatha-tambem.

    TRADU

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    238 Srtmad-Bhagavatam [Canto 1, Cap. 8sendo bern executada por Duryodhana sem prejuizo para os ci-dadaos, ele causou a matanca de tantos seres vivos apenas paraseu ganho pessoal do reino das rnaos de Duryodhana. A rnatancafora cometida nao no decorrer da administracao, mas para 0pro-posito de auto-engrandecimento, e desse modo ele se julgavaresponsavel por todos os pecados.

    VERSO 51~ ~;pvri~l ;_ fts+ tilffiR~:I~:i1~~t{ ~l o~qi~ij( II'~ZII

    strindm mad-dhata-bandhiiniimdroho yo 'siiv ihotthitahkarmabhir grhamedhiyairndham kalpo vyapohitumstrilJiim-das mulheres; mat-por mim; hata-bandhunam-oosamigos que foram mortos; drohaJ.r-inimizade; yaJ.r-que; asau-todos aqueles; iha-com isso; utthitaJ.r-resultou; karmabhih=atraves de trabalhos; grhamedhiyaih=txiss pessoas ocupadas embern-estar material; na-nunca; aham-eu; kaLpaJ.r-posso esperar;vyapohitum-desfazer 0mesmo.

    TRADU

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    234 8rimad-Bhagavatam [Canto 1, Cap. 8da epoca. Krsna e designado aqui como 0executor de ativida-des sobre-humanas, mas neste caso particular nem Ele, nemVyasa, puderam convencer 0rei Yudhisthira. Isso significa queEledeixou de ser urn ator sobre-humano? Nao, certamente quenao. A interpretacao e que 0 Senhor como isvara, ou a Super-alma nos coracoes tanto do rei Yudhisthira quanta de Vyasa,executou a9ao ainda mais sobre-humana porque 0 Senhor dese-java isso. Como a Superalma do rei Yudhisthira, Ele nao permi-tia que 0 rei ficasse convencido pelas palavras de Vyasa eoutros, incluindo Ele proprio, porque Ele desejava que 0 rei ou-visse as instrucoes do moribundo Bhismadeva.: que era outrogrande devoto do Senhor. 0 Senhor que ria que no estagio finalde sua existencia material 0 grande guerreiro Bhismadeva 0visse pessoalmente e visse seus amados netos, 0 rei Yudhisthira,etc., agora situados no trono, e assim falecesse com muita paz.Bhismadeva nao se sentira absolutamente satisfei to de ter de lu-tar contra os Pandavas, que eram seus amados netos orfaos. Masos ksatriyas tambem sao pessoas muito rigidas, e portanto ele seviu obrigado a ficar do lade de Duryodhana porque era Duryo-dhana quem 0mantinha. Alem disso, 0Senhor tambem desejavaque 0rei Yudhisthira fosse apaziguado pelas palavras de Bhisma-deva para que 0mundo pudesse ver que Bhismadeva excedia atodos em conhecimento, incluindo 0proprio Senhor.

    VERSO 47~ ~1~ ~'lFttt~ ~~ ~ 15 O j I t i j " I ~ 4 1 " 1 f r n n : ~ ~ ~ ~ ~ : 1 1 \ S \ 3 1 1

    aha raja dharma-sutascintayan suhrddm vadhamprdkttendtmand vipriil)sneha-moha-vasam gatah.

    aha-disse; raja-rei Yudhisthira; dharma-sutah-o filho deDharma (Yamaraja); cintayan-pensando em; suhrdiim-dos ami-gos; vadham-matan~a; prakrtena-esere pelo conceito material;atmanii-pelo eu; vipra/:l-6 briihmana; sneha-afei9ao; moha-ilu-sao; vasam-sendo levado pela; gatal)-tendo ido.

    Verso 48] Oracees da rainha Kunti 235TRADV

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    230 Sr lmad-Bhagavatam [Canto 1, Cap. 8rebeldes; rajanya-vamsa-dinastias dos reis; dahana-o aniquila-dor; anapavarga-sem deterioracao de; virya-proezas; govinda-6 proprietario de Golokadhama; go-das vacas; dvija-osbrdhmanas; sura-os semideuses; arti-hara-para aliviar a aflicao;avatdra-o Senhor que desceis; yoga-isvara-o mestre de todos ospoderes misticos; akhila-universal; guro-6 preceptor; bhaga-van=o possuidor de todas as opulencias; namah te-respeitosasreverencias a Vos. TRADU~Aoo Krsna, 6 amigo de Arjuna, 6 lider entr.e os descenden-tes de Vrsni! Vos sois 0aniquilador daqueles partidos poli-ticos que 'sio elementos perturbadores nesta Terra. Vossasproezas nunca se deterioram. V6s sois 0 proprletario damorada transcendental, e VOs desceis para aliviar as afl i-~oes das vacas, dos brahmanas e dos devotos. Vos possuistodos os poderes misticos, e Vos sois 0preceptor de todo 0universo. VOSsois 0Deus Todo-poderoso, e eu ofereco-vesminhas respeitosas reverencias,

    SIGNIFICADOUrn resume do. Supremo Senhor Sri Krsna e dado aqui porSrlmati Kuntidevi. 0 Senhor todo-poderoso tern Sua eterna mo-rada transcendental onde Se ocupa em cuidar das vacas surabhi.Ele e servido por centenas e milhares de deusas da fortuna. Eledesce ao mundo material para resgatar Seus devotos e para ani-quilar os elementos perturbadores em grupos de partidos politicose reis que se supoe estarem a cargo do trabalho de administracao.Ele cria, mantem e aniquila atraves de Suas i limitadas energias ,e ainda assim Ele esta sempre cheio de intrepidez e nao deterioraem potencia, As vacas, os briihmanas e os devotos do Senhorsao todos objetos de Sua atencao especial, porque sao fatoresmuito importantes para 0 bem-estar geral dos seres vivos.

    VERSO 44? I _ Q - ; J C f 1 "i. . . . . ~ , . . . . . , . . . . . .. .'l~ ~~: q T f" B T T f~ : 1. ~ . . . . - "~ ~ W~ ~T?jtf ~trr 1 1 ' 1 1 ' 1 1 1 1

    rI Verso 441 Oracoes da rainha Kuoti 231siaa uviicaprthayettam kala-padaihpariniitdkhllodayah.mandam jahdsa vaikuntho

    mohayann iva miiyayii

    (ir~

    siuab uvaca-Siita disse; prthayii-por Prtha (Kunti); ittham=essa; kala-padaih=pot palavras seletas; pariIJuta-sendo ado-rado; akhila-universal; udayalJ-gI6rias; mandam-meigamente;jahdsa=scttiu; vaikunthah-o Senhor; mohayan-cativante; iva-como; miiyayii-Seu poder mistico.

    r TRADU~AoSuta Gosvami disse: 0 Senhor, tendo ouvido as preces deKuntidevi, compostas em palavras seletas para Sua glorifi-ca~ao, sorriu meigamente. Esse sorriso era tao encantadorcomo Seu poder mistico.

    SIGNIFICADOTudo 0 que e encantador no mundo e tido como uma represen-tacao do Senhor. As almas condicionadas, que estao ocupadasem tentar assenhorear-se do mundo material , tarnbem estao sobo encanto de Seus poderes misticos, mas Seus devotos fieam en-cantados de maneira diferente pelas gl6rias do Senhor, e Suasbencaos misericordiosas descem sobre eles . Sua energia se ma-nifesta de diferentes maneiras, assim como a energia eletrica tra-balha com capacidades multiplas. Srirnati Kuntidevi ora aoSenhor simplesmente para enunciar urn fragmento de Suas g16-rias. Todos os Seus devotos adoram-No dessa maneira, compalavras seletas, e por isso 0 Senhor e conhecido como Uttamas-loka. Nenhuma quantidade de palavras escolhidas e suficientepara enumerar as gl6rias do Senhor, e todavia Ele fica satisfei tocom tais oracoes, assim como 0pai f ica satisfei to mesmo pelasdesajeitadas tentativas l ingi iisticas do filho em crescimento. Apalavra'maya e usada tanto no sentido de ilusao quantode mise-ricordia. Aqui a palavra mayii e usada no sentido de misericordiado Senhor para com Kuntidevi,

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    226 Srimad-Bhagavatam [Canto 1, Cap. 8service devocional. As observacoes de Kuntldevi apontam justa-mente isso. Ela deseja que a misericordia de Deus seja-Ihes conce-dida para que a prosperidade natural seja mantida por Sua graca.

    VERSO 413 T ~ f~ fffim fo l~ij ~~ ~ I~Z'tiiq'~lfi44~ ~ ~ if~ II~ Z II

    atha visvesa visviitmanvisva-miirte svakesu mesneha-piisam imam chindhidrdham pii1J4u~uvrsnisu

    atha-portanto; visva-tsa-o Senhor do universe; visva-iitman=o alma do universe; visva-miirte-o personalidade da forma uni-versal; svakesu-oot meus proprios parentes; me-meus; sneha-pasam-tsco de afeicao; imam-isto; chindhi-cortai; dr4ham-profundo; piiIJ4usu-pelos Pandavas; vr~IJi~u-tambem pelosVrsnis.~ TRADU~Ao .o Senhor do universo, 0 alma do universo! 6personali-dade da forma do universo! por favor, portanto, cortaimeus laces de afei~ao por meus parentes, os Pandavas e osVf~~is. . .

    SIGNIFICADOU rn devoto puro do Senhor envergonha-se de pedir algo emseu proprio interesse ao Senhor. Mas os chefes de familia as ve-zes sao obrigados a pedir favores ao Senhor, estando atadospelos laces da afeicao familiar. Srlmati Kuntidevi era conscien-te deste fato, e portanto eia orou ao Senhor que cortasse 0 lacoafetivo a seus proprios parentes, os Pandavas eos Vrsnis. OsPandavas sao seus proprios filhos, e os Vrsnis sao os membrosde sua familia paterna. Krsna estava igualmente relacionadocom ambas as familias. Ambas as familias necessitavam daajuda do, Senhor porque ambas eram devotes dependentes doSenhor. Srimati Kuntidevi desejava que Sri Krsna pennanecessecom os filhos dela, os Pandavas, mas, por Ele faze-lo, sua casa

    rir

    r( Verso 42] Oracoes da rainha Kunti 2271iI paterna ficaria desprovida do beneffcio. Todas essas parcialida-des atormentavam a mente de Kuntidevi, e por isso ela desejavacortar 0 laco afetivo.U rn devoto puro corta os l imitados la cos de afeicao por suafamilia e expande suas at ividades de service devocional para to-das as aimas esquecidas. 0 exemplo tipico e 0 grupo dos seisGosvamis, que seguiram 0 caminho do Senhor Caitanya. Todoseles pertenciam as familias ricas mais cultas e iluminadas dascastas superiores, mas para 0 beneficio da massa popular elesdeixaram seus lares confortaveis e tornaram-se mendicantes.Cortar a afeicao familiar significa ampliar 0campo de atividades.Sem faze-lo, ninguem pode ser qualificado como brahmana,como rei, como lider publico ou como devoto do Senhor. A Per-sonalidade de Deus, como urn rei ideal , mostrou isso pelo exem-pIo.Sri Ramacandra cortou 0 laco de afeicao por Sua amadaesposa para manifestar as qualidades de urn rei ideal .Personalidades tais como urn briihmana, urn devoto, urn reiou urn lfder publico devem ter mentalidade bern aberta no de-sempenho de seus respectivos deveres. Srimati Kuntldevi estava

    consciente deste fato, e sendo fraca ela orou para ficar livredeste cativeiro da afeicao familiar. 0 Senhor e tratado como 0Senhor do universo, ou 0 Senhor da mente universal, indicandoSua todo-poderosa habilidade para cortar 0 no cego da afeicaofamiliar. Portanto, as vezes se observa que 0 Senhor, por Suaespecial afinidade com urn devoto debil, rompe a afeicao fa-miliar por forca das circunstancias arranjadas por Sua energiatodo-poderosa. Por assim faze-lf) Ele proporciona ao devototomar-se completamente dependente dEle e assim abre 0 ca-minhopara sua volta ao Supremo.

    ti,,

    VERSO 42~lf~ it~~ m~~q~s~ IU~~iiij'a:(l f (~~~~: r fu II~~II

    tvayi me 'nanya-visaydmatir madhu-pate 'sakrtratim udvahatdd addhdgangevaugham udanvati

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    222 Srfmad-Bhagavatam [Canto 1, Cap. 8falsamente independentes do Senhor sao chamados de andtha,ou sem nenhum guardiao, ao passo que aqueles que sao comple-tamente dependentes da vontade do Senhor sao chamadossandtha, ou aqueles que tern alguern para protege-los. Portanto,devemos tentar ser sandtha para que possamos sempre ser prote-gidos das condicoes desfavoraveis da existencia material. Pelopoder ilusorio da natureza material extema esquecemo-nos deque a c